Apenas cinco meses após iniciar suas operações, o frigorífico O Cortês já opera no limite de sua capacidade. Com fornecimento ativo para o segmento de food service — incluindo hotéis e restaurantes de Belo Horizonte e Rio de Janeiro —, a demanda superou as expectativas, levando a empresa a selecionar clientes e antecipar investimentos de expansão.
O aporte inicial, que saltou de R$ 25 milhões para R$ 42 milhões, reflete a preparação para a abertura de um turno noturno. “O investimento original previa o início da operação de um turno diurno, e agora já estamos cuidando para dobrar a capacidade operativa”, explica Rodrigo Torres, CEO da empresa.
Investimento em Inovação e Sustentabilidade A estratégia da companhia vai além do abate e processamento. O Cortês busca a neutralidade de carbono através do plantio de florestas de eucalipto e da autossuficiência energética, com usinas de biogás e fotovoltaica. No campo financeiro, a empresa estruturou um CDB garantidor de R$ 9,5 milhões junto ao BDMG para financiar projetos de inovação tecnológica.
Nova Rodada de Captação Para sustentar o ritmo acelerado, o frigorífico abriu uma rodada de captação de R$ 5 milhões via equity, mútuos conversíveis ou dívida estruturada. O recurso será destinado a três pilares:
- Aquisição de novos maquinários;
- Capital de giro até o breakeven (previsto para agosto);
- Investimento em marketing.
Próximos Passos no Varejo O cronograma de 2026 prevê a entrada definitiva nas gôndolas de supermercados premium em agosto, com embalagens cartonadas. Para dezembro, a empresa prepara o lançamento de uma linha de enlatados premium desenvolvida em parceria com grandes chefs do país. A meta é atingir um faturamento mensal de R$ 25 milhões até o fim de 2027, com margem bruta superior a 30%.







