O consumo em bares, restaurantes e casas noturnas de São Paulo apresentou sinais de maior seletividade no primeiro trimestre de 2026. Dados da Zig, empresa de tecnologia especializada em gestão de consumo, mostram queda de 3,11% no volume de pedidos em estabelecimentos comparáveis, enquanto a receita ficou praticamente estável, com alta de 1,33%.
No mesmo período, o ticket médio cresceu 3,77%, indicando que o consumidor segue frequentando os estabelecimentos, mas com escolhas mais planejadas e maior valor por pedido.
Segundo a Zig, o cenário revela uma reorganização do comportamento de consumo no foodservice, com menor frequência de pedidos e mudanças no mix consumido.
No segmento de bebidas, as categorias não alcoólicas ganharam participação no mix total. Enquanto o consumo de bebidas alcoólicas caiu 5,7%, as não alcoólicas tiveram retração menor, de 2,7%.
Os drinques prontos para consumo (RTDs) apareceram como destaque positivo do trimestre, com crescimento de 34,6% entre os estabelecimentos analisados. Já categorias como gin e vodka registraram queda mais acentuada.
Entre as cervejas mais consumidas no período aparecem Heineken, Brahma e Original. A caipirinha segue liderando entre os drinks, enquanto água e refrigerantes permanecem entre os itens não alcoólicos mais pedidos.
O levantamento também identificou avanço do Pix nos meios de pagamento. A participação da modalidade cresceu de 6,8% para 8,4%, enquanto o cartão de crédito perdeu espaço.
Em relação aos horários de consumo, o pico de movimentação segue concentrado entre 20h e 23h, com os fins de semana representando cerca de 62% dos pedidos realizados no trimestre.
Os dados reforçam uma tendência observada no setor: consumidores mais atentos aos gastos, mas ainda dispostos a investir em experiências de consumo fora do lar, especialmente em ocasiões sociais e de entretenimento.







