O avanço da bioeconomia brasileira tem impulsionado empresas que transformam ingredientes amazônicos em produtos de alto valor agregado para o mercado global. Um exemplo é a Amazonia Bio Group, companhia brasileira especializada na exportação de ingredientes derivados de frutas da Amazônia para indústrias de alimentos, suplementos e cosméticos em diferentes países.
Fundada em 2018, a empresa trabalha com frutas como açaí, cupuaçu, acerola, guaraná, banana e camu-camu, comercializadas em formatos como purês, concentrados e pós liofilizados. Os produtos abastecem principalmente os segmentos nutracêutico, alimentício e de beleza em mercados internacionais.
Em 2025, a companhia registrou faturamento superior a US$ 7 milhões e projeta dobrar a receita neste ano após adquirir sua primeira fábrica própria no Amapá. A nova planta industrial ampliou a capacidade de processamento e marca um movimento de verticalização da operação.
A estratégia acompanha o crescimento global da demanda por ingredientes naturais, funcionais e alinhados ao conceito clean label. Segundo a empresa, o foco está em produtos que preservem características nutricionais e bioativos das frutas amazônicas.
A tecnologia de liofilização é um dos pilares do negócio. O processo remove a água das frutas sem utilização de altas temperaturas, permitindo preservar sabor, nutrientes e propriedades funcionais. Os ingredientes são utilizados em suplementos alimentares, shakes, cosméticos e bebidas funcionais.
Além da exportação de ingredientes industriais, a companhia também investe em produtos voltados ao consumidor final. A marca Authentic Fruits produz smoothies à base de frutas brasileiras vendidos atualmente no mercado europeu.
A empresa também afirma investir em cadeias produtivas ligadas à agrofloresta e agricultura regenerativa, trabalhando com cooperativas e pequenos produtores da região amazônica.
O movimento reforça o potencial da biodiversidade brasileira no mercado internacional de alimentos e bebidas, especialmente em categorias ligadas à saudabilidade, funcionalidade e consumo consciente.







