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Nestlé amplia interesse pela bioeconomia amazônica e avalia oportunidades ligadas ao cacau

A Nestlé deu mais um passo em sua estratégia de aproximação com a Amazônia ao visitar o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém (PA). A iniciativa faz parte da avaliação de oportunidades de investimento relacionadas ao cacau e a outros insumos da biodiversidade amazônica com potencial de aplicação na indústria de alimentos.

Durante a visita, representantes da companhia conheceram projetos voltados ao desenvolvimento sustentável, inovação e agregação de valor às matérias-primas produzidas na região. O parque, localizado no complexo Porto Futuro, reúne empresas, universidades, startups, pesquisadores e comunidades tradicionais para fomentar soluções baseadas na bioeconomia.

O movimento reforça o interesse da multinacional em fortalecer sua atuação junto às cadeias produtivas amazônicas, especialmente no segmento do cacau, principal matéria-prima utilizada na fabricação de chocolates.

Além do cacau, a empresa busca conhecer outros ingredientes da floresta que possam ampliar o desenvolvimento de novos produtos e fortalecer iniciativas de produção sustentável.

Bioeconomia ganha espaço na indústria

Nos últimos anos, a bioeconomia passou a ocupar posição estratégica no desenvolvimento econômico do Pará. A proposta é estimular o processamento local das matérias-primas, agregando valor aos produtos antes da comercialização e reduzindo a exportação de insumos in natura.

Nesse cenário, a aproximação de grandes empresas pode impulsionar investimentos, incentivar pesquisas e ampliar oportunidades para produtores locais e empreendimentos ligados à economia da floresta.

Embora a Nestlé ainda não tenha anunciado investimentos ou um cronograma para implantação de uma unidade na região, a visita sinaliza o interesse da companhia em acompanhar o desenvolvimento desse ecossistema e avaliar futuras parcerias voltadas à bioeconomia amazônica.

Conteúdo adaptado de reportagem publicada pelo ND Mais.

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