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Inflação mantém pressão sobre custos no agronegócio e alimentos

A inflação segue acima da meta estabelecida pelo Banco Central e continua pressionando os custos de produção em diferentes segmentos da cadeia de alimentos. Embora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) tenha desacelerado em junho, o cenário ainda exige cautela de empresas e produtores diante dos impactos sobre insumos, energia e logística.

O IPCA-15 avançou 0,41% em junho, abaixo das expectativas do mercado, mas acumula 4,8% nos últimos 12 meses, permanecendo acima do teto da meta de inflação.

O resultado reforça a avaliação de que o processo de desaceleração dos preços ocorre de forma gradual, mantendo o desafio para a política monetária e para os setores produtivos.

Alimentos continuam pressionando os preços

Apesar de o grupo Alimentação e Bebidas ter registrado uma desaceleração em relação aos meses anteriores, alguns alimentos in natura seguem com altas expressivas.

Produtos como batata, tomate e hortaliças continuam pressionando o índice, refletindo fatores climáticos, restrições de oferta e oscilações de mercado. Para a cadeia de alimentos, o cenário evidencia como eventos climáticos seguem influenciando diretamente a formação dos preços.

Energia amplia impacto sobre a produção

Outro fator de pressão veio do grupo Habitação, impulsionado principalmente pelo aumento da energia elétrica.

A elevação desse custo afeta toda a cadeia produtiva, desde propriedades rurais até agroindústrias, sistemas de irrigação, armazenagem, processamento e distribuição de alimentos.

Serviços seguem pressionando a inflação

O setor de serviços também continua apresentando inflação resistente, impulsionada pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento da renda das famílias.

Esse comportamento reduz o ritmo esperado de desaceleração da inflação e contribui para a manutenção de juros elevados por mais tempo.

Impactos para o foodservice e o agronegócio

Para empresas do agronegócio e do foodservice, a inflação elevada continua pressionando custos operacionais e exigindo maior eficiência na gestão.

Entre os principais impactos estão:

  • aumento dos custos de produção;
  • encarecimento de insumos;
  • crédito mais caro;
  • alta nos custos de transporte e logística;
  • pressão sobre as margens de rentabilidade.

Nesse contexto, planejamento financeiro, ganho de produtividade e eficiência operacional tornam-se fatores cada vez mais importantes para enfrentar um ambiente de custos elevados e maior volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio.

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