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FoodBiz

Preenchimento da cota chinesa pode pressionar 42 frigoríficos brasileiros

07/10/2011REUTERS/Paulo Whitaker

Matéria da CNN Brasil mostra que frigoríficos de médio e pequeno porte tendem a ser os mais afetados pela redução das compras chinesas de carne bovina.

O avanço do preenchimento da cota brasileira de exportação de carne bovina para a China deve aumentar a pressão sobre parte da indústria frigorífica nacional. Segundo levantamento publicado pela CNN Brasil, com base em dados da Administração-Geral de Aduanas da China (GACC), 42 dos 62 frigoríficos brasileiros habilitados a exportar para o país asiático podem ser os mais impactados por uma eventual redução nas compras chinesas nos próximos meses.

Essas unidades representam aproximadamente 67,7% das plantas autorizadas e são compostas, em sua maioria, por frigoríficos regionais, cooperativas e empresas independentes.

Empresas de menor porte concentram maior risco

Entre as empresas com maior número de plantas habilitadas nesse grupo estão Fortunceres (6 unidades), Prima Foods (3), Frigol (3) e Naturafrig Alimentos (3). Também aparecem Frisa, Mercúrio Alimentos, Masterboi, Plena Alimentos e Vale Grande.

Segundo a reportagem da CNN Brasil, essas companhias possuem menor diversificação de mercados internacionais, o que aumenta a dependência da demanda chinesa.

De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, empresas desse perfil têm menor capacidade de redirecionar exportações para outros destinos, tornando-se mais vulneráveis às oscilações nas compras da China.

Grandes frigoríficos têm maior flexibilidade

O cenário é diferente entre os grandes grupos do setor. A JBS lidera com 18 plantas habilitadas para exportação à China, seguida pela Minerva Foods, com cinco unidades, e pela Marfrig Global Foods, com duas.

Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, essas empresas contam com operações mais diversificadas e presença em diferentes mercados, o que permite redistribuir parte da produção em caso de desaceleração das compras chinesas.

Além disso, grupos como a Minerva possuem unidades em países como Argentina, Uruguai e Paraguai, mercados que ainda dispõem de cotas disponíveis para abastecer a China.

Setor pode recorrer a férias coletivas

Na avaliação dos analistas consultados pela reportagem, frigoríficos menores e empresas com poucas plantas habilitadas podem adotar medidas como férias coletivas ou redução temporária da produção caso o mercado chinês diminua o ritmo das importações.

Para essas empresas, reduzir a operação pode ser uma alternativa mais viável do que manter unidades em funcionamento diante da queda da demanda e dos custos industriais elevados.

Procuradas pela CNN Brasil, Minerva Foods e Marfrig informaram que não comentariam o assunto.

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