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FoodBiz

Minas Gerais concentra 36,7% dos alambiques registrados no Brasil

Diego Vargas/Seapa-MG

Minas Gerais segue como o principal polo da cachaça brasileira. Dados do Anuário da Cachaça 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram que o estado encerrou 2025 com 564 estabelecimentos registrados, o equivalente a 36,7% de todas as indústrias e alambiques formalizados do país.

Além de manter a liderança nacional, Minas foi o estado que mais ampliou sua base de produtores no último ano. Foram 63 novos estabelecimentos formalizados entre 2024 e 2025, o maior crescimento absoluto entre as unidades da federação.

Na sequência do ranking aparecem São Paulo, com 230 produtores (15% do total nacional), e Rio Grande do Sul, com 106 estabelecimentos (6,9%). Regionalmente, o Sudeste concentra 62,5% dos produtores brasileiros, enquanto a Região Sul registrou a maior expansão percentual em 2025, com crescimento de 51,4%.

Salinas retoma liderança nacional

Tradicional referência na produção de cachaça artesanal, o município de Salinas (MG) voltou a ocupar o posto de cidade com o maior número de produtores formalizados do Brasil.

Ao longo de 2025, o município alcançou 27 estabelecimentos registrados e 319 produtos oficialmente cadastrados, reforçando sua importância para a cadeia produtiva da bebida.

Minas Gerais reúne ainda outras quatro cidades entre as 11 brasileiras com dez ou mais estabelecimentos registrados no Mapa:

  • Salinas (27);
  • Alto Rio Doce (11);
  • Rio Espera (11);
  • Córrego Fundo (10);
  • Lamim (10).

Essa concentração fortalece não apenas a produção, mas também o turismo gastronômico e de experiência ligado à cultura da cachaça.

Destaque também em marcas e produtos

O estado também lidera em diversidade de portfólio. Segundo o anuário, Minas Gerais fechou 2025 com 2.922 produtos registrados, representando 34,9% do total nacional, além de 4.043 marcas comerciais de cachaça cadastradas no Mapa.

Na média, cada produtor mineiro mantém 7,2 marcas ativas, estratégia que amplia o atendimento a diferentes perfis de consumidores e impulsiona a oferta de rótulos envelhecidos em madeiras como carvalho, amburana, bálsamo, jequitibá e ipê.

Mercado segue em expansão

Os números reforçam o momento de crescimento da cadeia da cachaça no Brasil, impulsionado pela formalização de produtores, diversificação de portfólio e valorização da bebida tanto no mercado interno quanto no exterior.

Com forte tradição, elevada concentração de alambiques e expansão contínua do setor, Minas Gerais permanece como principal referência nacional na produção de cachaça e um dos motores do desenvolvimento desse segmento no país.


Fonte: Itatiaia

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