Fabricante de Ozempic e Wegovy expande colaboração com a Anthropic para acelerar análises científicas e produção de documentos regulatórios
A Novo Nordisk, fabricante de medicamentos como Ozempic e Wegovy, ampliou sua colaboração com a Anthropic para incorporar inteligência artificial em diferentes etapas de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos.
A farmacêutica passará a utilizar o Claude Science, ambiente desenvolvido para conectar modelos de inteligência artificial a bases de dados científicas, ferramentas estatísticas, códigos e outros recursos computacionais utilizados por pesquisadores.
Na prática, a tecnologia pode apoiar atividades como revisão de estudos científicos, análise de dados, elaboração de gráficos e organização de resultados, mantendo a rastreabilidade das informações utilizadas no processo.
IA acelera produção de documentos regulatórios
A Novo Nordisk já utiliza a tecnologia Claude no NovoScribe, plataforma criada para apoiar a elaboração de documentos regulatórios a partir de dados clínicos e conteúdos previamente aprovados por especialistas.
Segundo estudo de caso divulgado pela Anthropic, um processo de documentação que anteriormente poderia levar mais de dez semanas passou a ser realizado em aproximadamente dez minutos com o uso da plataforma.
A farmacêutica também reportou redução de 90% no tempo necessário para elaborar determinados relatórios de estudos clínicos e de 95% nos recursos empregados em alguns protocolos de verificação.
Os resultados mostram como a inteligência artificial começa a ocupar espaço não apenas na descoberta de novas moléculas, mas também em processos operacionais e regulatórios que fazem parte do desenvolvimento de medicamentos.
Tecnologia mantém revisão humana
Apesar dos ganhos de produtividade, o Claude Science não substitui pesquisadores, testes laboratoriais ou ensaios clínicos. Os resultados produzidos com apoio da ferramenta precisam passar pela revisão de especialistas antes de serem incorporados a pesquisas ou submissões regulatórias.
A estratégia busca reduzir um dos principais gargalos da indústria farmacêutica: o intervalo entre uma descoberta científica promissora e a chegada de um novo medicamento ao mercado.
Segundo a Anthropic, cada dia de atraso no lançamento de um medicamento pode representar até US$ 15 milhões em receita potencial, o que aumenta a pressão do setor por ferramentas capazes de acelerar processos sem eliminar as etapas de validação científica.
A colaboração entre Novo Nordisk e Anthropic também reforça o avanço da inteligência artificial em setores ligados à saúde, ciência e alimentação, especialmente em um momento de expansão do mercado de medicamentos da classe GLP-1 e de seus impactos sobre hábitos de consumo.
Fontes: Anthropic e Novo Nordisk.







