Rede completa 11 anos com presença em dez estados e aposta no avanço dos cafés especiais, novos formatos de consumo e tecnologia para acelerar expansão
A Sterna Café completa 11 anos de operação com 100 unidades distribuídas por dez estados brasileiros e planos de ampliar sua presença no país. A rede de cafeterias prevê chegar a 130 lojas até o final de 2026 e estabelece como meta alcançar 300 unidades até 2028.
Fundada em 2015 por Deiverson Migliatti, a marca iniciou seu modelo de franquias apenas um ano depois. Desde então, vem acompanhando mudanças no mercado brasileiro de café, como a popularização dos grãos especiais, a diversificação das bebidas e a transformação das cafeterias em espaços utilizados também para trabalho, estudos, reuniões e encontros.
A estratégia de crescimento combina expansão por franquias, diferentes formatos de loja, desenvolvimento de produtos e adaptação do cardápio às novas ocasiões de consumo.
Cafés especiais ganham espaço
O avanço da Sterna ocorre em um cenário de maior interesse dos brasileiros por cafés especiais. Segundo dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o consumo da categoria registra crescimento anual entre 10% e 15% no país, enquanto o volume consumido no mercado interno se aproxima de 1,5 milhão de sacas.
Esse movimento tem estimulado as cafeterias a ampliarem seus portfólios para além do espresso tradicional. Bebidas geladas, métodos diferentes de extração, receitas sazonais e novas categorias passaram a ocupar mais espaço nos cardápios.
“Quando começamos, percebemos que havia espaço para apresentar o café de uma maneira diferente. De lá para cá, o mercado amadureceu e o consumidor também, hoje existe mais curiosidade, conhecimento e disposição para experimentar”, afirma Deiverson Migliatti, fundador da Sterna Café.
Para o executivo, a mudança também cria oportunidades para inovar tanto nos produtos quanto na operação e tornar as cafeterias relevantes em diferentes momentos da rotina dos consumidores.
Cafeterias ampliam ocasiões de consumo
A transformação dos hábitos também mudou a função das lojas. Além do consumo de bebidas e alimentos, cafeterias passaram a funcionar como pontos de encontro, espaços para reuniões, trabalho remoto e estudos.
Nesse cenário, o papel do barista também ganha relevância. Além do preparo, o profissional passa a atuar na apresentação de métodos, características dos grãos e diferentes possibilidades de consumo para um público mais interessado em conhecer a origem e o processo por trás da bebida.
“As pessoas começaram a enxergar o café de outra maneira, existe mais curiosidade, variedade e interesse por entender o produto”, afirma Silvana Buzzi, CEO da Sterna Café.
Segundo a executiva, acompanhar essa transformação exige uma visão integrada entre produto, atendimento e operação.
Tecnologia entra na experiência das lojas
A tecnologia também integra os investimentos da rede. Na unidade dos Jardins, em São Paulo, a Sterna testa a Sterninha, robô utilizado no atendimento aos consumidores.
A ferramenta faz parte das iniciativas da empresa para avaliar como a automação pode contribuir para a experiência dos clientes e para a eficiência operacional, trabalhando de forma complementar à equipe das lojas.
Além da tecnologia, a rede afirma investir em capacitação, desenvolvimento de produtos e diferentes modelos de atendimento para adaptar as operações às características de cada mercado.
“Chegar aos 11 anos mostra que existe espaço para crescer quando o negócio consegue acompanhar o consumidor e, ao mesmo tempo, manter clareza sobre sua proposta. Nosso próximo ciclo será marcado por inovação, eficiência e pela busca de novos caminhos para levar a experiência da Sterna Café a mais pessoas”, afirma Silvana.
Meta de 300 unidades até 2028
A trajetória da Sterna começou a partir das experiências de Migliatti em viagens internacionais. O empreendedor afirma ter visitado mais de mil cafeterias em 72 países durante três voltas ao mundo, experiência que contribuiu para a criação do conceito da rede.
Atualmente, a marca trabalha exclusivamente com grãos especiais e diferentes métodos de extração. Depois de alcançar a marca de 100 unidades, o próximo objetivo é encerrar 2026 com 130 lojas e chegar a 300 operações até 2028.
Além da Sterna, Migliatti é fundador da Komodo Capital e, em 2026, passou a integrar a 11ª temporada do Shark Tank Brasil como investidor convidado.







