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Chocolate em alta: o que os dados IFB revelam sobre o consumo

A Páscoa chegou — e, com ela, o chocolate volta ao centro das atenções. Mas além do apelo emocional da data, o consumo da categoria revela movimentos interessantes ao longo do ano. Dados do CREST ajudam a entender melhor como, quando e por quem o chocolate está sendo consumido no Brasil — e o que isso pode sinalizar para o foodservice.

Chocolate em alta — mesmo com menos ocasiões

No acumulado de 12 meses até dezembro de 2025, o gasto com chocolate atingiu aproximadamente R$ 3,1 bilhões, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. À primeira vista, o número impressiona — mas ele vem acompanhado de um dado que muda a leitura: o volume de transações caiu.

Foram cerca de 129,5 milhões de pedidos, uma queda de 12% vs. YE Dez’24. Ou seja, o consumidor está comprando chocolate com menos frequência, mas gastando mais por ocasião. Isso pode indicar uma valorização da categoria, com escolhas mais indulgentes ou produtos de maior valor agregado.

Quando o chocolate entra em cena

O consumo se concentra em momentos específicos do dia. As principais ocasiões são:

  • Lanche da tarde
  • Refeições noturnas

Juntas, essas duas representam cerca de 76% do consumo total. Isso reforça o papel do chocolate como um complemento — seja como sobremesa, seja como pausa indulgente ao longo do dia.

Quem está consumindo mais

O perfil do consumidor também traz pistas importantes:

  • Até 17 anos: 31%
  • 25 a 34 anos: 26%
  • Mulheres: aproximadamente 55% do consumo
  • Classe B: mais de 50% do total

Ou seja, estamos falando de um consumo relevante entre jovens e adultos jovens, com forte presença feminina e concentração em um público com maior poder de compra.

Onde o consumo acontece

Apesar de toda a diversidade de canais, o chocolate ainda é fortemente puxado pelo varejo tradicional:

  • Hiper/supermercados: mais de 26%
  • Estabelecimentos não empratados (como cafeterias, padarias, lojas de conveniência): quase 12%

Esse segundo grupo é especialmente interessante para o foodservice, já que conecta diretamente com consumo por impulso e ocasiões rápidas.

O que está mudando no comportamento

Dois drivers clássicos da categoria — conveniência e indulgência — continuam sendo os principais motivos de consumo. No entanto, ambos perderam força em relação ao ano anterior.

Isso pode indicar uma mudança sutil, mas relevante: o chocolate segue sendo um prazer acessível, mas o consumidor pode estar mais seletivo sobre quando e como consumir. Menos frequência, mais intenção.

O que isso significa para o foodservice

Os dados apontam algumas oportunidades claras:

  • Explorar o ticket médio, não só volume: consumidores estão dispostos a gastar mais por ocasião
  • Aproveitar momentos-chave, especialmente à tarde e à noite
  • Trabalhar formatos práticos e indulgentes, principalmente em canais não empratados
  • Olhar para o público jovem e feminino com mais atenção nas estratégias de produto e comunicação

Para quem quer se aprofundar nas tendências que estão moldando o consumo no setor, vale acompanhar os conteúdos do Portal Foodbiz, onde esses movimentos ganham contexto e conexão com o dia a dia do foodservice.

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