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Venda da Nutrella enfrenta novo impasse e expõe exigências do Cade

A tentativa da Bimbo de avançar na aquisição da Wickbold ganhou mais um capítulo — e não dos mais simples. A venda da marca Nutrella, condição imposta pelo Cade para aprovação do negócio, esbarrou novamente em obstáculos regulatórios.

A superintendência-geral do órgão antitruste rejeitou duas novas potenciais compradoras apresentadas pela companhia. O motivo: nenhuma delas atende aos critérios considerados essenciais para assumir a operação, especialmente em termos de escala e presença nacional.

Entre as exigências está a atuação consolidada no mercado de pão de forma nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste — um ponto central para garantir concorrência efetiva após a transação. Segundo o Cade, uma das candidatas tem atuação concentrada no Sudeste, enquanto a outra sequer aparece nos principais dados de mercado utilizados como referência.

O episódio reforça o rigor do órgão na análise de concentração no setor de panificação industrial, especialmente em categorias estratégicas como pães industrializados e saudáveis, onde marcas como Nutrella ocupam posição relevante.

Nos bastidores, uma das empresas que tentou assumir a marca foi a Kim Alimentos, de São Paulo, também barrada no processo.

O Cade ainda sinalizou à Bimbo a necessidade de maior alinhamento e transparência na condução das negociações, indicando que espera esforços mais consistentes para viabilizar uma solução que preserve o equilíbrio competitivo do mercado.

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Conteúdo O Globo adaptado para o Portal Foodbiz

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