A inflação ao consumidor medida pelo IGP-10 fechou dezembro com forças opostas em jogo. De um lado, a queda nos preços dos alimentos trouxe algum alívio. De outro, os aumentos expressivos das passagens aéreas e da energia elétrica residencial sustentaram a pressão inflacionária, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) repetiu a variação de novembro, com alta de 0,21%. O resultado reflete movimentos bem distintos entre os grupos de consumo, o que ajuda a entender como a inflação segue impactando o orçamento das famílias — e, por consequência, o foodservice.
Entre os principais recuos do mês estão itens importantes da alimentação, como tomate (-17,43%) e leite longa vida (-5,60%). Também apresentaram queda produtos como perfumes, aparelhos celulares e móveis para residência. No grupo Alimentação, a taxa passou de 0,13% em novembro para -0,19% em dezembro, sinalizando um respiro após meses de pressão.
Na outra ponta, alguns serviços e custos essenciais puxaram o índice para cima. A passagem aérea subiu 15,57% no mês, enquanto a tarifa de energia elétrica residencial avançou 1,99%. Também registraram alta as refeições em bares e restaurantes (0,72%), além do aluguel residencial e dos planos e seguros de saúde.
O comportamento dos grupos mostra que Educação, Leitura e Recreação lideraram as altas em dezembro, seguidos por Habitação e Transportes. Já Vestuário, Alimentação e Saúde desaceleraram ou entraram em terreno negativo.
Para o setor de foodservice, os dados reforçam um cenário já conhecido: mesmo com algum alívio no custo de ingredientes, despesas como energia e serviços seguem pressionando as operações. A leitura atenta desses movimentos é fundamental para decisões de preço, cardápio e gestão ao longo dos próximos meses.
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Fonte: Portal Eixos







