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Shoppings atraem mais visitantes, mas fim da “taxa das blusinhas” gera incertezas para o varejo

foto: Lucas Landau

O fluxo de visitantes em lojas de shoppings centers cresceu 16% em abril na comparação com o mesmo período de 2025, atingindo o maior nível desde março de 2024. Os dados são do IPV (Índice de Performance do Varejo), da HiPartners, e foram citados em relatório do J.P. Morgan divulgado nesta sexta-feira (22).

O levantamento mostra ainda que o movimento nas ruas comerciais subiu 11% no período, enquanto a região Sudeste registrou retração de 7% no fluxo anual. Apesar disso, o banco mantém recomendação de compra para as principais operadoras de shopping listadas na bolsa: Allos, Iguatemi e Multiplan.

Segundo a Bloomberg Línea, o cenário positivo para os shoppings convive com novas preocupações do varejo nacional após a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, tributação que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas como Shein, Shopee, Temu e AliExpress.

Analistas avaliam que o fim da cobrança amplia a diferença de custo entre o varejo brasileiro e os marketplaces estrangeiros. Pesquisa do BTG Pactual apontou, por exemplo, preços da Shein abaixo de grandes varejistas nacionais como Riachuelo, Renner e C&A — marcas fortemente presentes nos shoppings brasileiros.

Outro ponto de atenção envolve a Azzas 2154, dona de marcas como Arezzo, Farm, Hering, Reserva e Schutz. A possível cisão entre os grupos Arezzo e Soma levanta dúvidas sobre impactos nas operações e contratos com shoppings, já que a companhia atua como uma das principais inquilinas do setor.

Por outro lado, a temporada de estreias no cinema pode ajudar a sustentar o fluxo de visitantes durante as férias escolares. Filmes ligados a grandes franquias, como Toy Story 5, Minions 3 e Star Wars: The Mandalorian e Grogu, aparecem como apostas para impulsionar o movimento nos centros de compras ao longo do semestre.

A matéria também destaca a pressão crescente sobre o setor calçadista brasileiro. Dados da Abicalçados indicam que as importações de calçados cresceram 20,6% em 2025, alcançando o maior volume da última década, com forte presença de produtos vindos da China, Vietnã e Indonésia.

Fonte: Bloomberg Línea.

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