O valor médio do vale-refeição no Brasil em 2025 foi de R$ 649, quantia suficiente para cobrir apenas 10 dias úteis de alimentação ao longo do mês, segundo levantamento da Pluxee. O número repete o patamar observado em 2024 e foi calculado com base na carteira de clientes da empresa em nível nacional.
Diante da limitação do benefício, trabalhadores seguem ajustando seus hábitos de consumo: reduzir a frequência de refeições fora de casa e buscar opções mais acessíveis são estratégias cada vez mais comuns. Nenhum estado brasileiro alcança hoje 80% de cobertura do mês trabalhado apenas com o vale-refeição.
Entre os estados, o Rio de Janeiro apresenta o maior valor médio do benefício, com R$ 646,67, seguido por Pará (R$ 608,47) e São Paulo (R$ 597,94). Na outra ponta, Amapá (R$ 436,30), Piauí (R$ 450,12) e Alagoas (R$ 452,16) registram os menores valores.
O estudo aponta que, para fechar a conta do mês, os trabalhadores precisaram complementar as despesas com alimentação em R$ 568,52, em média. Em termos de dias cobertos, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará chegam a até 13 dias úteis, enquanto o Norte concentra os piores indicadores — em Roraima, por exemplo, o benefício cobre apenas 7 dias.
Confira o valor por estado:
| UF | Valor médio |
| RJ | R$ 646,67 |
| PA | R$ 608,47 |
| SP | R$ 597,94 |
| DF | R$ 571,42 |
| MS | R$ 554,40 |
| ES | R$ 542,14 |
| RN | R$ 535,03 |
| SC | R$ 533,55 |
| RS | R$ 516,66 |
| PE | R$ 513,64 |
| MT | R$ 507,19 |
| MG | R$ 506,45 |
| SE | R$ 505,40 |
| CE | R$ 503,11 |
| TO | R$ 498,00 |
| BA | R$ 495,69 |
| AM | R$ 493,39 |
| GO | R$ 492,37 |
| RR | R$ 488,63 |
| AC | R$ 485,92 |
| PR | R$ 484,88 |
| RO | R$ 479,78 |
| MA | R$ 464,52 |
| PB | R$ 455,07 |
| AL | R$ 452,16 |
| PI | R$ 450,12 |
| AP | R$ 436,30 |
O comportamento de consumo também revela cautela: 49% dos usuários utilizaram o vale-refeição em apenas três estabelecimentos ao longo do mês, enquanto 24% concentraram o uso em até seis locais, indicando controle de gastos, fidelização ou praticidade. No ambiente digital, o tíquete médio foi de R$ 62,40, acima das compras presenciais, que ficaram em R$ 41,24.
Os dados reforçam um ponto de atenção importante para o foodservice: o vale-refeição segue relevante, mas cada vez mais insuficiente para sustentar o consumo mensal fora do lar — tema que vem sendo acompanhado de perto pelo Portal Foodbiz e pelo IFB nas análises sobre comportamento do consumidor e acesso à alimentação.
Fonte: IstoÉdinheiro







