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Cafeterias passam a cobrar pelo tempo de permanência nas mesas

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Tomar um café enquanto se trabalha no laptop, lê um livro ou observa o movimento da cidade sempre foi um ritual comum em muitas cafeterias. O ambiente acolhedor e silencioso desses espaços atrai quem busca um refúgio no meio da rotina.

Nos últimos meses, porém, uma prática diferente vem ganhando espaço em algumas cidades europeias — e gerando debate entre frequentadores: a cobrança pelo tempo que o cliente permanece sentado.

Como funciona a cobrança

Em cafeterias de cidades turísticas como Barcelona e Madri, na Espanha, o valor final do café pode variar conforme o tempo de uso da mesa. Se a permanência excede o limite considerado aceitável pelos proprietários, o preço pode dobrar ou até triplicar.

Para os donos, a medida busca equilibrar a sustentabilidade financeira do negócio. Com o aumento de turistas e de pessoas que usam as cafeterias como local de trabalho remoto, os espaços ficam ocupados por mais tempo, mas sem consumo adicional.

O impacto do turismo e da gentrificação

Esse fenômeno está diretamente ligado à gentrificação: a transformação de bairros tradicionais em áreas comerciais de alto valor, impulsionada pelo turismo e pela especulação imobiliária.

Com a alta nos preços de aluguel e consumo, antigos moradores e trabalhadores locais passam a ter menos acesso a esses espaços. Cafés que antes eram voltados à comunidade mudam o foco para atender principalmente visitantes.

Uma tendência que pode se espalhar

Com a popularidade crescente da Espanha como destino turístico, a cobrança por tempo de permanência pode se tornar mais comum em outras cidades. Para alguns, é uma solução necessária diante da pressão econômica. Para outros, representa a perda da essência que fazia das cafeterias um espaço de pausa e convivência.


Fonte: Catraca Livre

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