A Diageo anunciou Joanne Wilson como sua nova diretora financeira (CFO), dando continuidade às mudanças na liderança conduzidas pelo CEO Dave Lewis. A executiva deixará a WPP, onde ocupa atualmente o mesmo cargo, e deverá ingressar na companhia de bebidas em 2027.
Wilson substituirá Nik Jhangiani, que chegou à Diageo como CFO em 2024 e também atuou como CEO interino entre julho e dezembro de 2025. A mudança acontece em meio a uma estratégia de reestruturação que busca reduzir custos, simplificar operações e ampliar o alcance das marcas mais acessíveis do portfólio.
A companhia, dona de marcas como Guinness e Johnnie Walker, passou anos ampliando sua atuação no segmento de bebidas premium. Sob o comando de Lewis, no entanto, pretende fortalecer também produtos com maior apelo ao mercado de massa, ao mesmo tempo em que busca melhorar o atendimento aos clientes e elevar a eficiência operacional.
Diageo mira economia de US$ 1 bilhão
Uma das principais metas da nova gestão é gerar aproximadamente US$ 1 bilhão em economia ao longo de três anos.
Lewis assumiu o comando da Diageo em janeiro de 2026 com experiência em processos de reestruturação. Antes, passou pela Unilever e liderou a recuperação da Tesco, maior rede de supermercados do Reino Unido.
A chegada de Wilson também representa um reencontro profissional entre os dois executivos. Ela trabalhou anteriormente na Tesco como diretora financeira da Dunnhumby, divisão de dados de clientes da companhia, além de ter ocupado outros cargos financeiros e comerciais no grupo.
Em análise divulgada pela Bloomberg, Edward Mundy, analista da Jefferies, destacou a experiência da executiva em áreas diretamente relacionadas à estratégia atual da Diageo.
“Consideramos Wilson uma sucessora confiável. Sua trajetória combina finanças operacionais com um sólido histórico em eficiência de custos, simplificação, capital de giro e conversão de caixa”, afirmou.
Mudança também impacta a WPP
Wilson ocupa a posição de CFO da WPP desde 2023 e permanecerá no cargo enquanto o grupo de publicidade busca um sucessor.
Sua saída acontece em um momento em que a WPP também conduz um plano de recuperação. Sob a liderança da CEO Cindy Rose, a companhia vem adotando medidas para enfrentar a perda de clientes e a queda de receita.
Entre as iniciativas estão cortes de empregos, venda de ativos e uma reorganização dos negócios em quatro frentes: criatividade, mídia, produção e soluções empresariais. A meta da companhia é voltar a apresentar crescimento acelerado a partir de 2028.
A movimentação de Wilson reforça a transformação em curso na Diageo, que busca combinar disciplina de custos, eficiência operacional e uma estratégia comercial capaz de ampliar as ocasiões de consumo e recuperar o crescimento.







