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Equador deve se tornar o 2º maior produtor de cacau do mundo

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O Equador está prestes a assumir um papel de ainda maior destaque no mercado global de cacau. A expectativa é que o país ultrapasse Gana na temporada 2026/27, tornando-se o segundo maior produtor do ingrediente essencial do chocolate, atrás apenas da Costa do Marfim.

Segundo Ivan Ontaneda, presidente da Associação de Exportadores de Cacau do Equador (Anecacao), a produção deve ultrapassar 650 mil toneladas métricas no período, resultado de investimentos consistentes em tecnologia, manejo agrícola e apoio conjunto dos setores público e privado.

O que está impulsionando esse crescimento

O movimento é favorecido pelo cenário internacional: após um ano de preços recordes — que chegaram a ultrapassar US$ 12 mil por tonelada devido a problemas climáticos e pragas nas plantações da África Ocidental — o cacau se mantém valorizado. Isso tem estimulado os produtores equatorianos a expandirem suas áreas e aumentarem a produtividade.

Enquanto agricultores em países africanos recebem entre 60% e 70% do valor global, no Equador esse número chega a 90%, o que torna a atividade mais atrativa e sustentável no longo prazo.

Sustentabilidade como diferencial

Outro ponto de destaque está no modelo de produção. No Equador, o cacau é cultivado em sistemas agroflorestais, em conjunto com árvores de sombra, banana-da-terra, café e frutíferas. Essa prática favorece a biodiversidade e ajuda a conter doenças que frequentemente afetam plantações em monocultura, como acontece em Gana e na Costa do Marfim.

Atualmente, as fazendas equatorianas produzem cerca de 800 kg por hectare ao ano — bem acima da média de 500 kg por hectare registrada nos principais países produtores da África Ocidental. A meta é atingir 800 mil toneladas anuais até o fim da década.

O que isso significa para o mercado

A ascensão do Equador reforça a diversificação da oferta mundial e pode reduzir a dependência do mercado em relação à África Ocidental, região responsável por cerca de metade da produção global. Para o setor de foodservice, isso representa oportunidades ligadas à rastreabilidade, sustentabilidade e diferenciação de produtos à base de cacau latino-americano.


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Fonte: ESM Magazine

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