Em fevereiro, Schlosberg destacou que a empresa adotaria uma postura mais cautelosa diante das tarifas e possíveis ajustes de preços, afirmando que ainda era cedo para definir uma estratégia clara. Meses depois, porém, o cenário mudou: as tarifas aplicadas pelo presidente Donald Trump sobre o alumínio importado elevaram os custos e pressionaram toda a cadeia.
Segundo Schlosberg, o impacto direto dessas tarifas no desempenho operacional não deve ser significativo. Ainda assim, a expectativa é de efeitos moderados no quarto trimestre de 2025 e ao longo de 2026. O movimento não afeta apenas uma empresa — todo o segmento vem sentindo a pressão.
Blake Hurtik, gerente editorial da Argus Media, lembrou que o prêmio do Meio-Oeste chegou ao maior nível já registrado em novembro. Para ele, a tarifa de 50% prevista na Seção 232, retomada por Trump no início do ano, foi o principal fator por trás desse aumento.
A Monster, por exemplo, reajustou preços a partir de 1º de novembro. Schlosberg reforçou que a decisão não foi motivada diretamente pelas tarifas, mas sim por uma estratégia de crescimento de receita, considerando fatores como comportamento do consumidor, desempenho da marca, canais de venda e formatos de embalagem.
Outras empresas de alimentos também enfrentaram desafios relacionados ao alumínio. Em setembro, a Campbell’s informou que a limitação da oferta doméstica de certos derivados de aço usados no enlatamento dificultou a compensação integral dos impactos tarifários. A empresa estima mitigar cerca de 60% desses custos no ano fiscal de 2026.
“Não há capacidade nem oferta suficiente nos Estados Unidos”, afirmou o CEO Mick Beekhuizen aos investidores. “Se houvesse, compraríamos localmente.”
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Fonte: Food Dive







