O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia começou a gerar os primeiros impactos no setor de alimentos e bebidas após entrar em vigor em maio.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil já iniciou operações de importação de queijos europeus com redução tarifária, além de liberar exportações brasileiras de carnes e cachaça com tarifa zero para o mercado europeu.
No caso dos queijos, a alíquota de importação caiu de 28% para 25,2% dentro das cotas previstas no acordo.
O governo também autorizou as primeiras operações envolvendo chocolates e tomates europeus, embora nesses casos as reduções tarifárias aconteçam gradualmente nos próximos anos.
Do lado brasileiro, as primeiras licenças de exportação contemplaram carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves e cachaça.
Segundo o MDIC, carnes de aves e cachaça passam a entrar na União Europeia com tarifa zero dentro das cotas estabelecidas no tratado.
A carne bovina também ganhou maior acesso ao mercado europeu.
Além da redução da tarifa da chamada Cota Hilton para cortes nobres, o acordo criou uma nova cota compartilhada entre países do Mercosul para exportação de carne ao bloco europeu com tarifas reduzidas.
O movimento deve ampliar a competitividade de produtos brasileiros no exterior e aumentar a presença de itens europeus no mercado nacional, especialmente em categorias premium e gourmet.
Para o foodservice, o avanço do acordo pode gerar impactos em categorias como queijos especiais, vinhos, chocolates, carnes e ingredientes importados, influenciando custos, portfólio e oferta gastronômica nos próximos anos.
Segundo o governo, mais de 5 mil linhas tarifárias passaram a operar com tarifa zero para exportações brasileiras destinadas à União Europeia.
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Fonte: Agência Brasil







