A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) um projeto que estabelece novos critérios para a quantidade mínima de cacau na fabricação de chocolates no Brasil. O texto ainda precisa passar por nova análise no Senado.
A proposta busca padronizar a composição dos produtos, melhorar a transparência para o consumidor e fortalecer a cadeia produtiva do cacau nacional — um movimento que também aproxima o país de práticas internacionais já adotadas no setor.
Entre as principais mudanças está o aumento do teor mínimo de cacau em algumas categorias. Hoje, a Anvisa exige ao menos 25% de sólidos de cacau para determinados produtos. Com o novo projeto, esse percentual sobe para 35% nos chamados chocolates intensos.
Veja como ficam os novos parâmetros propostos:
- Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau
- Chocolate intenso: mínimo de 35% de sólidos totais de cacau, sendo ao menos 18% de manteiga de cacau e 14% de sólidos isentos de gordura
- Chocolate ao leite: mínimo de 25% de sólidos de cacau e 14% de sólidos lácteos
- Chocolate branco: mínimo de 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos lácteos
Outro ponto relevante é a mudança na nomenclatura. Termos como “amargo” e “meio amargo”, presentes na versão anterior do Senado, foram substituídos por “intenso”, com o objetivo de alinhar a comunicação às expectativas do consumidor.
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Fonte: G1








