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2026 promete calor — e o cenário favorece o mercado de bebidas

As previsões meteorológicas indicam que 2026 deve ser um ano de temperaturas elevadas em praticamente todo o Brasil. Em algumas regiões, os termômetros já começam a registrar marcas próximas — ou até acima — das máximas históricas logo nos primeiros dias do ano.

Para o foodservice e para a indústria de bebidas, esse contexto chama atenção. Historicamente, períodos prolongados de calor estimulam o consumo fora do lar e impulsionam categorias como cervejas, refrigerantes, águas e bebidas prontas. Após meses de retração, a expectativa é de retomada gradual da produção de bebidas ao longo do ano.

No segmento cervejeiro, a Ambev aposta no avanço das opções premium como uma das alavancas de crescimento. A companhia anunciou a chegada da Michelob Ultra ao mercado brasileiro — rótulo importado dos Estados Unidos, com teor alcoólico abaixo de 4% e cerca de 79 calorias por long neck. A estratégia mira consumidores que buscam alternativas mais leves, alinhadas a novos momentos de consumo.

“Quando olhamos para a indústria, é positivo o desenvolvimento do premium. O que a gente vê são opções diferentes para momentos diferentes”, afirmou Gustavo Castro, diretor de estratégia da Ambev, em entrevista ao Valor.

Além do clima, outro fator relevante entra em cena em 2026: a Copa do Mundo, que acontece entre junho e julho. Grandes eventos esportivos costumam reorganizar a dinâmica de consumo no Brasil, estimulando encontros em bares, restaurantes, casas de amigos e espaços públicos — o que naturalmente favorece o consumo de bebidas.

Segundo Leandro Mendonça, diretor de eventos e experiências da Ambev, o Mundial vai além de um pico pontual de vendas. “A Copa pode reescrever o calendário de consumo e ampliar a base de consumidores no pós-evento”, destacou em entrevista ao Meio & Mensagem, reforçando o papel cultural do futebol na construção de marcas.

A empresa já iniciou esse movimento com campanhas da Brahma, incluindo ações publicitárias que antecipam o clima da competição e reforçam a conexão com o futebol, elemento central da cultura de consumo brasileira.

Para bares, restaurantes e operadores do foodservice, o cenário combina dois vetores importantes: clima extremo e calendário esportivo. Entender como essas forças impactam o comportamento do consumidor pode ser decisivo para estratégias de mix, abastecimento e experiências ao longo de 2026.

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Fonte: Investidor10

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