Fundada no Brasil em 1956, a Ajinomoto se consolidou como uma das operações mais relevantes do grupo no mundo. Hoje, o país ocupa a quarta posição em importância estratégica, atrás apenas do Japão, Tailândia e Estados Unidos. Esse peso vai além dos resultados comerciais: está ligado à capacidade de inovar, se adaptar ao consumidor local e contribuir para as metas globais de crescimento sustentável.
Segundo Adriana Moucherek, diretora de Comunicação, Marketing Food Service, Trade Marketing, E-commerce, Digital, Inovação e Inteligência de Dados da Ajinomoto do Brasil, a empresa tem buscado equilibrar diretrizes globais com autonomia local. “Seguimos a visão global da companhia, especialmente em sustentabilidade, inovação e saúde por meio da ciência dos aminoácidos (AminoScience). Ao mesmo tempo, adaptamos essa estratégia ao perfil do consumidor brasileiro, respeitando nossas especificidades”, explica.
Inovação com olhar local
Um dos diferenciais da operação brasileira é a capacidade de aplicar inovação de forma prática. Isso se traduz em iniciativas como o AjinoLab, hub de inovação aberta, e o Biociclo, modelo circular que transforma resíduos em fertilizantes, reduzindo impactos ambientais. Essa abordagem combina visão global com soluções criadas sob medida para a realidade nacional.
Liderança feminina inédita
Em abril de 2025, a empresa anunciou um marco: pela primeira vez, uma mulher assumiu a presidência da operação no Brasil. Naoko Yamamoto, também Executive Officer e General Manager da Divisão América Latina, passou a liderar a subsidiária brasileira. Para Adriana Moucherek, a nomeação reforça o compromisso com diversidade e inclusão: “Mais do que representatividade, é um avanço real para uma cultura que valoriza diferentes perspectivas como motor de inovação e crescimento”.
Diversidade e inclusão em prática
A agenda de Diversidade, Equidade & Inclusão (DE&I) vem sendo fortalecida desde 2020, quando foi criado o comitê dedicado ao tema. Entre as iniciativas está a trilha de conhecimento, que promove troca de experiências e formação sólida em equidade de gênero e pluralidade no ambiente de trabalho.
A própria trajetória de Adriana reflete esse compromisso. Com mais de 20 anos na empresa, iniciou na área de P&D, migrou para o Marketing e hoje lidera também o AjinoLab. “Foi a oportunidade de unir minha base técnica com uma visão estratégica voltada ao consumidor”, conta.
Desafios e metas até 2030
Globalmente, a Ajinomoto estabeleceu objetivos ambiciosos:
- Ampliar a expectativa de vida saudável de um bilhão de pessoas.
- Reduzir em 50% o impacto ambiental da operação.
No Brasil, essas metas se conectam aos desafios identificados no estudo Brazilian Lifestyles 2024, da Mintel: envelhecimento da população, perda de poder de compra e emergência climática. Para a empresa, cada um desses pontos é visto não apenas como obstáculo, mas como oportunidade de gerar valor compartilhado.
“Nosso papel vai além de oferecer produtos. Queremos contribuir para um futuro mais saudável, justo e sustentável para todos os brasileiros”, afirma Adriana.
Fonte: Supervarejo







