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A estratégia “rebelde” da Taco Bell para conquistar o mundo

divulgação

A Taco Bell acaba de abrir sua primeira loja de rua em São Paulo, marcando um novo passo em sua estratégia global de expansão. Instalada ao lado de um posto Shell no bairro Cidade Jardim, a unidade recebeu investimento de R$ 1,7 milhão e aposta em conveniência e alto fluxo de consumidores — reflexo de uma visão que vai além do simples aumento de pontos de venda.

Com mais de 8,4 mil restaurantes no mundo — sendo cerca de 1.150 fora dos Estados Unidos — a marca, que pertence à Yum! Brands, quer ultrapassar 3 mil unidades internacionais até 2030. Reino Unido, Espanha, Austrália, China e Índia estão entre os mercados prioritários, mas a empresa também mira novas fronteiras como França, Alemanha, África do Sul e Suécia.

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No Brasil, foco em conveniência e novas ocasiões de consumo

Presente no país há quase uma década, a Taco Bell soma mais de 30 restaurantes espalhados entre São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Distrito Federal. A nova loja paulistana, com 100 m², segue o design mais recente da marca — urbano, compacto e inspirado no estilo californiano.

“Queremos estar presentes em todos os momentos do dia, oferecendo refeições saborosas e práticas, em qualquer lugar”, afirma Renata Galvão, diretora-geral da Taco Bell Brasil.

Durante a inauguração, os 100 primeiros clientes ganharam kits exclusivos e puderam experimentar clássicos como nachos com guacamole, nacho cheese e sour cream — um lembrete da essência tex-mex que guia o cardápio global da marca.

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Consistência global com toque local

A estratégia internacional da Taco Bell é liderada por Taylor Montgomery, novo Global Chief Brand Officer. Segundo ele, o maior desafio é preservar a identidade da marca enquanto ela se conecta às culturas locais.

A Taco Bell define seu público como formado por “rebeldes culturais”: pessoas que desafiam padrões e se expressam por meio de música, moda, gastronomia e tecnologia. Em cada país, a missão é traduzir essa atitude para o contexto local — mantendo um fio condutor global.

Em mercados como Índia e Reino Unido, por exemplo, a rede já vinha testando cardápios com foco em frango e proteínas alternativas, que agora servem de inspiração para os Estados Unidos.

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Estrutura e talentos para escalar

Para sustentar o crescimento, a empresa reorganizou sua área de marketing, unindo operações locais e visão estratégica global. Montgomery atua ao lado de Amy Ellis Durini (CMO internacional) e Luis Restrepo (CMO dos EUA).

A ideia é equilibrar objetivos de curto e longo prazo, ao mesmo tempo em que se forma uma nova geração de profissionais de marketing — com perfil mais experimental, domínio digital e visão comercial. “Hoje, construir marcas é um processo social e cultural, não apenas publicitário”, destaca Montgomery.

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Criatividade interna e cultura pop

Outro pilar da expansão é o fortalecimento da equipe criativa interna, que trabalha junto a agências como a Deutsch para garantir coerência global e autenticidade. Essa estrutura tem sustentado ações que conectam a Taco Bell à cultura jovem e ao entretenimento, como o Taco Bell Bad Birdie Invitational — torneio que une esporte e lifestyle — e o Live Más Live, evento proprietário que chega à terceira edição em 2026.

A lógica é simples: não apenas falar de cultura, mas fazer parte dela. Para a marca, experiências e colaborações têm mais poder de conexão do que campanhas tradicionais.

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Novas frentes de produto e oportunidades

De olho em tendências, a Taco Bell aposta em frango crocante, burritos, bowls e bebidas como categorias estratégicas. Uma das novidades previstas para 2026 é o Live Más Café, voltado a cafés e bebidas premium — movimento que reflete o avanço da marca em novos momentos de consumo.

“A comida mexicana está vivendo seu melhor momento. Essa é a hora da Taco Bell”, afirma Montgomery.

Em um cenário em que a culinária latina ganha força global, a Taco Bell aposta em cultura, inovação e consistência como ingredientes-chave para sua expansão internacional — com tempero de rebeldia e olhar atento ao que move os consumidores de cada país.

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Conteúdo originalmente publicado pela Exame

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