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Gorjeta pelo mundo: veja os países onde ela pesa mais no bolso

Embora a gorjeta não seja obrigatória em muitos países, ela faz parte da cultura de consumo em restaurantes, bares e cafés ao redor do mundo. Para quem viaja — ou mesmo para quem atua no foodservice e acompanha tendências globais — entender essas diferenças ajuda a evitar surpresas na conta e também a compreender melhor as relações de serviço em cada mercado.

Levantamentos internacionais apontam os dez países onde a gorjeta é mais cobrada ou socialmente esperada. E o Brasil aparece nessa lista.

Como funciona a gorjeta no Brasil

Por aqui, a gorjeta não é obrigatória por lei. Nenhum estabelecimento pode exigir o pagamento da taxa de serviço. Ainda assim, na prática, a cobrança de 10% já está bastante consolidada e costuma vir automaticamente na conta — o cliente só deixa de pagar se solicitar.

Em regiões turísticas ou em restaurantes de perfil mais sofisticado, não é incomum que consumidores deixem um valor adicional quando se sentem bem atendidos. Isso acabou normalizando a gorjeta como parte da experiência, mesmo que ela seja opcional do ponto de vista legal.

Ranking dos países onde mais se cobra gorjeta

10. Reino Unido
Em muitos restaurantes, a taxa de serviço (entre 10% e 12,5%) já vem incluída na conta. Quando isso não acontece, espera-se que o cliente deixe a gorjeta de forma voluntária — especialmente em cidades como Londres.

9. Chile
A gorjeta padrão é de 10%, e os restaurantes costumam perguntar diretamente se o valor será incluído na conta. Recusar é possível, mas pode gerar desconforto. Para muitos consumidores, ela já faz parte do preço final.

8. México
Mesmo sendo oficialmente voluntária, a gorjeta entre 10% e 15% é quase uma regra social, sobretudo em áreas turísticas. Não deixar nada costuma ser malvisto em restaurantes, hotéis e passeios guiados.

7. Argentina
A gorjeta não é obrigatória, mas é comum deixar cerca de 10%, principalmente em Buenos Aires. O contexto econômico faz com que muitos profissionais do setor dependam desse complemento de renda.

6. Brasil
Com a taxa de serviço de 10% amplamente adotada, o Brasil aparece no meio do ranking. A gorjeta é opcional, mas socialmente esperada na maior parte dos estabelecimentos.

5. França
O serviço já está incluído no preço final, em torno de 15%. Ainda assim, é comum deixar algo a mais — entre 5% e 10% — quando o atendimento se destaca. Em cafés, moedas sobre a mesa ainda são parte do ritual.

4. Noruega
Apesar de não ser obrigatória, a gorjeta entre 10% e 20% tornou-se comum, especialmente em restaurantes de grandes cidades e destinos turísticos. O alto custo de vida influencia esse comportamento.

3. Suíça
A taxa de serviço costuma estar incluída na conta, mas muitos clientes arredondam o valor ou deixam um extra em restaurantes sofisticados. A cultura de serviço premium pesa nessa decisão.

2. Canadá
Muito parecido com os Estados Unidos, o Canadá trabalha com gorjetas entre 15% e 20%. Em muitos sistemas de pagamento, as opções já começam em 18%, o que reforça a prática como padrão.

1. Estados Unidos
Líder absoluto quando o assunto é gorjeta. Em restaurantes, bares e cafés, espera-se algo entre 20% e 25%. Como o salário-base de garçons é baixo, a gorjeta é vista como parte essencial da remuneração — e não deixar pode gerar constrangimentos.

E onde a gorjeta não é comum?

Em boa parte da Ásia, dar gorjeta pode causar estranhamento. Países como Japão, China e Coreia do Sul veem a prática como desnecessária ou até desrespeitosa. As exceções ficam por conta de Hong Kong e Índia, onde cerca de 10% é aceitável em alguns contextos.

Para quem acompanha o foodservice global — seja como consumidor, operador ou analista — essas diferenças culturais ajudam a entender não só o comportamento do cliente, mas também os modelos de remuneração e serviço adotados em cada país.

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Fonte: O Globo

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