FoodBiz

L’Entrecôte cresce 17% e fatura R$ 75 milhões

Foto: Mário Rodrigues / Divulgação

O L’Entrecôte de Paris encerrou 2025 com faturamento de R$ 75 milhões, após crescer 17% no período. A estratégia por trás do resultado manteve o prato único que marca a identidade da rede — filé de entrecôte com molho especial e batatas fritas —, mas ampliou as possibilidades de consumo com novas entradas e sobremesas.

Segundo reportagem da Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN), a marca decidiu “inovar nas pontas” para abrir novas frentes de receita aos franqueados sem descaracterizar o modelo original. Entre as novidades estão opções como rosbife, queijo brie com geleia de frutas vermelhas e um profiterole com doce de leite em collab com a Havanna.

De acordo com Glaucia Fernandes, diretora-executiva da rede, o movimento contribuiu para atrair 12% de novos clientes em 2025 e impulsionou em 13% as vendas nas mesmas lojas. A expectativa é que o reforço nas entradas e sobremesas ajude a elevar o tíquete médio e sustente a projeção de crescimento de 15% no faturamento em 2026, considerando apenas as unidades já em operação.

Atualmente, a rede soma 35 unidades, operadas por 24 franqueados. Destas, 15 contam com salão e as demais funcionam no modelo dark kitchen — formato que ganhou força durante a pandemia, mas que agora perde protagonismo na estratégia da marca. Aos poucos, essas operações estão sendo convertidas em bistrôs petits, novo foco de expansão.

A empresa também mira o mercado internacional. A expansão em Portugal deve ganhar tração neste ano e há planos que incluem novos mercados, como Dubai.

Mesmo com as novidades no cardápio, o prato principal segue inalterado desde a fundação, em 2009. Em 2025, foram consumidas cerca de oito toneladas de carne e mais de 30 toneladas de batatas. A dependência de um único corte bovino, porém, traz desafios diante das oscilações de preço — um fator que permanece no radar da operação.

Para o foodservice, o caso reforça um ponto importante: preservar a essência da marca não significa abrir mão de inovação — mas, muitas vezes, ajustá-la nas margens para ampliar rentabilidade e atratividade.


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Conteúdo publicado originalmente pela PEGN

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