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FoodBiz

Liv Up cresce 70% com marmitas e mira R$ 1 bi

A Liv Up está vivendo um novo momento de crescimento — e com um objetivo claro no horizonte: chegar ao faturamento de R$ 1 bilhão até o fim da década.

A foodtech, criada a partir de uma dor comum — a dificuldade de manter uma alimentação saudável na rotina corrida — encontrou na marmita caseira congelada um caminho de escala. Em 2025, a empresa cresceu 70% e projeta fechar o ano com receita de R$ 270 milhões.

A ideia surgiu ainda em 2014, quando Victor Santos, hoje CEO e cofundador, percebeu que não fazia sentido abrir mão de uma alimentação equilibrada por falta de tempo. O insight virou negócio em 2016, com uma proposta simples: levar comida “de verdade” — como arroz, feijão e carne — para o freezer dos consumidores, fugindo da lógica dos ultraprocessados que dominam o setor.

O mercado que a Liv Up decidiu atacar é relevante. De um lado, o foodservice brasileiro movimenta cerca de R$ 450 bilhões por ano. Do outro, o segmento de pratos congelados gira em torno de R$ 10 bilhões — ainda muito associado a produtos industrializados.

Ao longo de quase dez anos, a empresa passou por diferentes fases até chegar ao momento atual.

Na primeira etapa, entre 2016 e 2021, a Liv Up construiu sua base: desenvolveu marca, estruturou operação e atingiu R$ 100 milhões em faturamento. Mas o crescimento acelerado veio acompanhado de decisões que, hoje, o próprio CEO reconhece como excessivas — especialmente na expansão de categorias.

O cenário ficou mais desafiador com a alta dos juros e a retração de investimentos em startups, o chamado “inverno”. Antecipando esse movimento, a empresa iniciou uma reestruturação.

Entre 2022 e meados de 2023, veio a segunda fase: ajustes profundos. A Liv Up reduziu custos, fez demissões, encerrou projetos considerados periféricos e revisou sua estratégia de alocação de capital. Ao mesmo tempo, precisou adaptar sua proposta de valor a um consumidor pressionado pela inflação de alimentos e com menor poder de compra.

Segundo Santos, esse período funcionou como um “MBA em eficiência financeira” — necessário para preparar a empresa para um crescimento mais sustentável.

Agora, a companhia entra em uma nova fase, mais focada, eficiente e com ambição de escala, apostando que a combinação entre conveniência e comida caseira ainda tem muito espaço para crescer no Brasil.

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