A Megamatte transformou um hábito cultural em estratégia de negócio — e o mate passou a ocupar um papel central na operação.
Fundada no Rio de Janeiro, a rede estruturou a bebida como produto padronizado, com processos definidos e controle de qualidade. Hoje, a empresa atua em oito estados, fatura cerca de R$ 130 milhões e vê no mate um dos principais motores de crescimento.
Em 2025, foram mais de 500 mil litros de mate orgânico produzidos, alta de 10% em relação ao ano anterior. A bebida já representa mais de 15% do faturamento da rede — participação que cresce durante o verão, período de maior consumo.
O avanço está ligado a um processo de profissionalização iniciado na última década, que incluiu padronização de preparo, treinamentos e monitoramento constante nas lojas. A empresa combina métodos mais tradicionais, como infusão direta da erva, com soluções mais ágeis, como concentrados orgânicos, para garantir escala sem perder consistência.
No consumo, o mate puro ainda lidera, seguido pela versão com limão. Mas novas combinações, especialmente com frutas, vêm ganhando espaço. A proposta é ampliar o consumo com bebidas mais próximas de smoothies, alinhadas à busca por opções mais leves e funcionais.
Para 2026, a Megamatte planeja abrir 20 novas lojas e crescer cerca de 7%, com foco nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A expansão acontece em um cenário desafiador para o varejo, marcado por mudanças tributárias, calendário atípico e incertezas econômicas.
O caso mostra como produtos ligados à cultura local podem ganhar escala quando estruturados como parte da estratégia — combinando identidade, operação e leitura de consumo.
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Fonte: Exame







