A Pamplona Alimentos, tradicional produtora de carne suína de Santa Catarina, fechou 2025 com lucro líquido de R$ 56,3 milhões — uma queda de 34,4% em relação ao ano anterior. O resultado reflete um cenário já conhecido pelo foodservice: custos pressionados ao longo da cadeia e um ambiente financeiro mais restritivo.
Mesmo com a retração no lucro, a companhia conseguiu manter crescimento de receita, que avançou 5,4% e chegou a R$ 2,22 bilhões. O desempenho foi puxado tanto pelo mercado interno quanto pelas exportações, reforçando a estratégia de diversificação geográfica.
A pressão veio principalmente das margens. O Ebitda recuou 11,7%, para R$ 164,7 milhões, com impacto direto do aumento no custo de matérias-primas. A margem também encolheu, passando de 8,84% para 7,41% — um movimento que dialoga com o que operadores e fornecedores do setor vêm enfrentando nos últimos meses.
Ainda assim, a empresa mantém uma leitura de crescimento estrutural. A produção total chegou a cerca de 156 mil toneladas em 2025, e a companhia segue investindo em eficiência e modernização para sustentar competitividade.
Para 2026, o plano é acelerar. A Pamplona pretende praticamente dobrar os investimentos, ultrapassando R$ 100 milhões. O foco continua em eficiência operacional, ampliação de linhas, modernização industrial e evolução do portfólio — além de avanços na verticalização, com expansão de granjas próprias e melhoramento genético.
Esse movimento reforça uma tendência importante: mesmo em um cenário de margens pressionadas, empresas da cadeia de proteína animal seguem apostando em ganho de eficiência e escala como forma de proteger resultados no longo prazo.
Hoje, a Pamplona opera com duas plantas industriais em Santa Catarina, uma fábrica de ração, oito granjas próprias e mais de 300 produtores integrados, somando um rebanho superior a 555 mil suínos. No mercado externo, a empresa está presente em mais de 20 países, com destaque para Ásia e América Latina — e as exportações já representam cerca de metade da receita.
Para este ano, a expectativa é manter crescimento acima de 5%, com avanço equilibrado entre mercado interno e externo. As exportações devem crescer entre 3% e 5%, mantendo o peso atual no faturamento.
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Fonte: Globo Rural







