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A força do food service brasileiro e o papel das marcas que impulsionam o setor

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O mercado de food service no Brasil vive um momento singular. Ainda que diante de um ambiente macroeconômico desafiador, é um setor que segue crescendo, se reinventando e, sobretudo, movimentando a economia em várias camadas. Estamos falando de um segmento que, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), registrou em 2023 um faturamento superior a R$ 416 bilhões e, no ano passado, ultrapassou R$ 455 bilhões. E as perspectivas para 2025 permanecem sólidas. A projeção da entidade é de um aumento de 6,25% ainda este ano, mantendo o Brasil na rota dos mercados mais relevantes e dinâmicos do mundo.

A capilaridade do segmento impressiona. Segundo mapeamento apresentado pelo Governo Federal, em todo o território nacional, são mais de 1,3 milhão de estabelecimentos ativos, entre restaurantes, bares, lanchonetes e operações híbridas. São Paulo é, naturalmente, o epicentro dessa dinâmica, concentrando quase 30% dos pontos de alimentação ativos e mais de um terço de todo o faturamento nacional. É um setor bilionário, competitivo e influenciado por transformações culturais, tecnológicas e sociais.

Mudanças guiadas, sobretudo, pelas demandas do consumidor. A busca constante por conveniência, o desejo por experiências gastronômicas prazerosas e acessíveis e a consolidação das entregas por aplicativo formam um novo eixo de crescimento para marcas que desejam ser relevantes. O delivery, em especial, é um vetor de transformação e deve movimentar este ano US$21,18 bilhões, e crescer com uma taxa anual de 7,05% até 2029, conforme estudo feito pela Ticket. Impulsionado pela digitalização e pelo protagonismo da geração Z — que representa 51% dos usuários jovens —, o delivery não é mais um braço do negócio. É parte central da estratégia.

Esse avanço cria efeitos multiplicadores: gera renda para entregadores, amplia o faturamento de restaurantes, fortalece cadeias de logística e até estimula setores como o de duas rodas, com maior demanda por motos e serviços de manutenção. Paralelamente, modelos inovadores, como as dark kitchens, conquistam cada vez mais relevância. Em São Paulo, segundo a Abrasel, 35% das operações cadastradas no iFood já operam nesse formato, refletindo a busca por eficiência e flexibilidade. O crescimento de menus diversificados e o aumento da digitalização também mostram o quanto o setor está atento às novas expectativas de consumo.

Mas os efeitos do food service vão além da receita e da inovação, e se estendem ao tecido socioeconômico brasileiro. O setor possui um dos maiores efeitos multiplicadores do mercado de trabalho. De acordo com a associação, a cada mil vagas formais geradas, outras 2.250 são criadas em atividades correlatas. Poucos segmentos possuem tamanho alcance, funcionando como porta de entrada para inclusão econômica, desenvolvimento profissional e ascensão social.

Naturalmente, esse mercado tão rico e desafiador requer gestão estratégica e capacidade de adaptação. O endividamento das famílias, a instabilidade econômica e as mudanças no ritmo de consumo exigem operações mais eficientes, formatos escaláveis e uma leitura sofisticada do comportamento do cliente — tanto no ambiente físico quanto no digital.

É justamente em um cenário tão competitivo que os cases de expansão ganham protagonismo, e é nesse contexto que a Firehouse Subs está construindo sua trajetória no Brasil. Desde a nossa chegada ao país, temos visto uma recepção extremamente positiva, resultado de uma combinação entre proposta gastronômica diferenciada e modelo de negócios sólido. Só em 2025, inauguramos oito novas lojas, reforçando nosso compromisso com o mercado brasileiro e demonstrando, na prática, o potencial de crescimento que o país oferece para marcas que investem com visão de longo prazo.

Nossa estratégia se apoia na integração entre qualidade, eficiência operacional e digitalização. Apostamos fortemente no delivery, na experiência do consumidor e em operações preparadas para escalar com consistência. Esse equilíbrio tem permitido consolidar a marca, acelerar a expansão e contribuir com o ecossistema do food service — não apenas como um participante, mas como um agente de transformação.

O food service brasileiro vive uma fase de maturidade e inovação simultâneas. É um setor que preserva tradição, absorve tendências globais e dialoga com um público cada vez mais exigente e diverso, além de gerar oportunidades, fomentar o empreendedorismo e desempenhar papel decisivo na economia do país.
E nós, na Firehouse Subs, seguimos comprometidos com essa jornada — investindo, expandindo e acreditando no potencial extraordinário do mercado brasileiro.

*Iuri Miranda é CEO da Firehouse Subs Brasil

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