Longevidade saudável avança como prioridade e influencia tendências de consumo e saudabilidade, aponta pesquisa da ADM
Relatório global da companhia mostra crescimento da demanda por soluções nutricionais voltadas ao envelhecimento saudável, com foco em saúde cognitiva, mental, mobilidade e prevenção
A ADM, líder global em soluções inovadoras provenientes da natureza, divulgou os resultados do relatório global “Aging Well: Consumer Perspectives on Longevity”, que analisa como consumidores de diferentes regiões estão redefinindo o conceito de envelhecimento saudável e quais tendências devem direcionar a inovação em alimentos, bebidas e suplementos nos próximos anos. O estudo consultou indivíduos a partir de 18 anos nos mercados dos Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Alemanha, Espanha e Itália.
O levantamento mostra que a longevidade passou a ser percebida de forma ampla, associada não apenas à saúde física, mas também à manutenção da saúde cognitiva, do equilíbrio emocional e da autonomia ao longo da vida. Segundo o estudo, apenas metade dos consumidores globais afirmam se sentir confortáveis com a ideia de envelhecer, indicando uma crescente busca por estratégias preventivas e soluções nutricionais voltadas à qualidade de vida.
“Com o aumento da expectativa de vida, envelhecer bem passa a significar preservar autonomia, mobilidade e capacidade cognitiva por mais tempo. Esse movimento se conecta também ao comportamento do consumidor brasileiro, que vem incorporando saúde, praticidade e tecnologia às decisões de compra de alimentos, mesmo em um contexto no qual preço segue como fator relevante. A alimentação deixa de ser vista apenas como consumo cotidiano e passa a ocupar um papel mais preventivo nas escolhas de diferentes faixas etárias”, destaca Lívia Queirós, Phd – Nutricionista e Especialista Técnica e de Desenvolvimento na área de Health & Wellness da ADM para a América Latina
O estudo analisou de forma geral o que significa envelhecer de forma saudável para populações de diferentes faixas etárias e em países com diferentes curvas demográficas. O objetivo da iniciativa é identificar o que as pessoas consideram prioritário para uma vida longa ao longo de toda a sua existência e não apenas na terceira idade.
No Brasil e no mundo, o envelhecimento populacional avança e se consolida como um dos principais desafios sociais e econômicos das próximas décadas. Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que o país registrou 22,17 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, o equivalente a 10,9% da população, quase o dobro do percentual observado em 2000, quando esse grupo representava 5,9% dos brasileiros. Em relação a 2010, o crescimento foi de 57,4%. Já o contingente de pessoas com 60 anos ou mais chegou a 32,11 milhões, correspondendo a 15,6% da população brasileira.
Esse cenário amplia a relevância de estratégias voltadas à prevenção, à manutenção da autonomia e à promoção da saúde ao longo da vida. A tendência também se reflete no comportamento de consumo, com maior atenção a alimentos, bebidas e suplementos que contribuam para bem-estar físico, saúde cognitiva, mobilidade, equilíbrio emocional e qualidade de vida. Nesse contexto, o relatório da ADM aponta caminhos para a indústria desenvolver soluções nutricionais alinhadas a novas demandas de consumidores que buscam envelhecer com mais saúde, praticidade e apoio científico.
Saúde cognitiva ganha destaque ao pensar no futuro
Os dados do relatório indicam que consumidores priorizam saúde cognitiva, cardiovascular e emocional, seguidas por mobilidade e força física, reforçando a demanda por soluções que apoiem simultaneamente corpo e mente. Globalmente, saúde cognitiva e função cerebral aparecem como as principais preocupações dos consumidores (50%), seguidas por bem-estar mental e emocional (48%), saúde cardiovascular (48%), saúde óssea e articular (47%) e mobilidade e força física (45%).
A ADM também destaca o avanço das pesquisas relacionadas ao microbioma intestinal e seu potencial de contribuição para estratégias de longevidade. Segundo o estudo, ingredientes como bióticos (pré, pró e pós-bióticos) vêm ganhando relevância por seu potencial de apoiar funções metabólicas, cognitivas e o bem-estar emocional, ampliando oportunidades para inovação em soluções nutricionais voltadas ao envelhecimento saudável.
Prevenção orienta escolhas alimentares e hábitos de vida
O relatório mostra que sono, nutrição e gerenciamento do estresse são reconhecidos pelos consumidores como fatores diretamente associados ao envelhecimento saudável. Os resultados também indicam que saúde de longo prazo influencia escolhas de alimentos e bebidas em proporção superior às decisões relacionadas ao consumo de suplementos.
Entre os entrevistados globalmente:
- 78% relacionam qualidade do sono à saúde de longo prazo;
- 76% acreditam que a nutrição exerce papel crítico na forma como envelhecem;
- 73% associam o gerenciamento do estresse ao envelhecimento saudável;
- 66% afirmam que saúde de longo prazo influencia escolhas de alimentos e bebidas;
- 58% apontam influência sobre escolhas de suplementos;
- 63% demonstram interesse em abordagens respaldadas pela ciência.
O levantamento também aponta maior interesse por ferramentas que apoiem medidas preventivas e acompanhamento de indicadores de saúde. Globalmente, 57% dos consumidores afirmam utilizar aplicativos, dispositivos ou ferramentas de monitoramento fitness e 20% são adeptos de aplicativos voltados a nutrição, apoio a dietas e contagem de calorias.
“O envelhecimento saudável está deixando de ser um tema restrito ao público sênior e passa a orientar decisões de consumo em diferentes faixas etárias. Os consumidores buscam soluções que apoiem saúde física, cognitiva e emocional de forma integrada, em formatos acessíveis e alinhados às suas rotinas. No Brasil, essa leitura ganha relevância à medida que pesquisas de consumo indicam maior atenção à saúde e conveniência nas escolhas alimentares”, afirma Lívia.
Formatos convenientes e funcionais impulsionam inovação
Outra tendência identificada é a busca por formatos mais convenientes e alinhados à rotina, tendo em vista que o tema da longevidade passou a ser uma preocupação em diversas faixas etárias, incluindo gerações mais novas. Bebidas ready to drink, cookies, gummies, smoothies e barras funcionais aparecem entre as opções mais atrativas para consumidores interessados em produtos voltados à saúde de longo prazo.
O relatório mostra ainda aumento do interesse por formatos que transformam suplementos em experiências mais agradáveis e integradas ao cotidiano. Entre os ingredientes mais procurados pelos consumidores estão vitaminas do complexo B (39%), ômega-3 (30%), proteínas (29%) e ingredientes ligados ao microbioma intestinal (49%), indicando o avanço dos bióticos como soluções relevantes para inovação em saúde e bem-estar.
O interesse por proteínas reflete conscientização sobre a importância da saúde muscular para o envelhecimento saudável. Além de contribuírem na manutenção e recuperação da massa muscular, as proteínas contribuem para a preservação da força e da funcionalidade ao longo da vida. Nesse contexto, as proteínas vegetais, como a soja, e blends proteicos ampliam as possibilidades de inovação em alimentos, bebidas e suplementos voltados à longevidade.
A ADM observa que tendências globais relacionadas à prevenção, bem-estar e funcionalidade também vêm ganhando relevância na América Latina, impulsionando a demanda por ingredientes e soluções nutricionais com benefícios associados à saúde integral. “Há espaço para formatos que favoreçam a criação de hábitos e tornem a longevidade mais presente no dia a dia, sem depender de uma abordagem clínica. Alimentos e bebidas com apelo funcional, sabor e conveniência podem apoiar esse movimento ao se integrarem a diferentes momentos de consumo. Para a indústria, o desafio é combinar ciência, experiência sensorial e formatos práticos, considerando que o consumidor brasileiro segue equilibrando saúde, valor e facilidade de acesso em suas decisões”, finaliza Lívia.
O relatório completo “Aging Well: Consumer Perspectives on Longevity” está disponível aqui.
Fonte: assessoria







