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FoodBiz

3 Estratégias de Varejo Alimentar para Reduzir Perdas, Diz Expert

3 estratégias que o varejo alimentar precisa adotar para reduzir perdas e ganhar eficiência

Com margens pressionadas e maior busca por eficiência operacional, setor aposta em tecnologia, redistribuição e economia circular para reduzir desperdícios

O varejo alimentar vive em 2026 um cenário de margens pressionadas, consumidores mais atentos a preço e sustentabilidade e maior busca por eficiência operacional. Mesmo com a desaceleração do consumo em alguns segmentos, o setor supermercadista brasileiro segue movimentando cifras expressivas: o faturamento das redes alcançou R$ 1,145 trilhão em 2025, equivalente a 9,02% do PIB nacional, segundo o Ranking ABRAS 2026.

Ainda assim, o controle de perdas continua entre os principais desafios da operação. De acordo com a Pesquisa de Eficiência Operacional da ABRAS, o índice médio de perdas do varejo alimentar ficou em 1,82% em 2025. Nesse contexto, redes supermercadistas têm acelerado investimentos em tecnologia, inteligência de dados e modelos de redistribuição para reduzir desperdícios e proteger a rentabilidade.

“O varejo já opera em um patamar alto de eficiência. Desse modo, os ganhos relevantes daqui para frente virão de ações muito específicas por categoria, loja, causa da perda e formato operacional. Neste cenário, o desperdício deixa de ser apenas uma ação para corrigir falhas e passa a ser uma alavanca direta de eficiência e resultado. As redes que atuam de forma preventiva chegam a 2026 mais competitivas, com melhor gestão de estoque e processos mais sustentáveis”, afirma Alcione Pereira, CEO da Connecting Food, empresa especializada em inteligência de redistribuição de alimentos em perfeitas condições de consumo para organizações sociais que atendem pessoas em vulnerabilidade social.

Diante desse cenário, a executiva aponta as 3 principais estratégias que vêm ganhando espaço no varejo alimentar para reduzir desperdícios, aumentar eficiência operacional e proteger margens. Veja a seguir:

1. Gestão inteligente de estoque e previsão de demanda

A adoção de inteligência artificial e analytics para prever consumo, ajustar compras e evitar superestoques está entre as principais prioridades do varejo alimentar. Ferramentas que combinam dados históricos, sazonalidade e comportamento regional permitem agir antes que produtos perecíveis se tornem obsoletos. Fora do Brasil, redes como o Walmart já utilizam essas soluções como parte da estratégia para reduzir perdas.

“É preciso que o varejo pare de reagir ao desperdício e comece a evitá-lo com antecipação. IA e análise preditiva estão deixando de ser diferencial e passando a ser um novo padrão de eficiência”, aponta a executiva.

2. Conexões estruturadas para redistribuição de alimentos

Grandes redes têm estruturado parcerias para dar destino correto a alimentos fora do padrão comercial, mas ainda aptos para consumo, integrando esse fluxo à operação. A redistribuição deixa de ser pontual e passa a fazer parte da gestão do varejo. “Quando a redistribuição é tratada como processo, o que antes era perda passa a ser uma etapa da operação. Em 2026, isso tende a ser gerido com o mesmo rigor que estoque e logística”, explica a CEO.

3. Economia circular

Além da redistribuição, o varejo tem avançado em modelos de economia circular para reduzir custos e impactos ambientais, como o processamento de produtos sem valor comercial, destinação à compostagem urbana e criação de fluxos claros para os excedentes antes do descarte. Tecnologias que monitoram e classificam esses volumes ajudam a definir, em tempo real, o melhor destino para cada produto.

“Soluções que estendam o valor econômico dos alimentos bem como a destinação final mais adequada, seja doação, compostagem ou outras, passam a ser ferramentas de eficiência. Quando o processo é bem estruturado, ele protege a margem, organiza a operação e promove segurança”, comenta Alcione.

Com mudanças rápidas no comportamento do consumidor, maior cobrança por sustentabilidade e avanços tecnológicos aplicáveis à operação diária, a redução do desperdício de alimentos tende a se consolidar como um dos principais pilares de competitividade do varejo alimentar em 2026. Para Alcione Pereira, o caminho já está desenhado. “O varejo que entende o desperdício como indicador de eficiência e não como algo inevitável sai na frente e constrói um modelo de crescimento mais sustentável no longo prazo”, finaliza a executiva.

Fonte: assessoria

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