Uma unidade do McDonald’s em Xangai, na China, começou a testar o uso de robôs humanoides em funções de atendimento — incluindo recepção de clientes, apoio nos pedidos e até entretenimento dentro do restaurante, especialmente para o público infantil.
Os equipamentos são desenvolvidos pela empresa chinesa Keenon Robotics e fazem parte de um movimento mais amplo de automação no foodservice. Embora ainda não apresentem alto nível de sofisticação, os testes indicam um avanço consistente no uso de tecnologia para executar tarefas operacionais em ambientes de fast food.
Além dos humanoides, outros robôs também estão sendo utilizados na loja para atividades como entrega de pedidos e limpeza do espaço — funções que já vêm sendo automatizadas em diferentes mercados.
O contexto por trás dessa iniciativa ajuda a explicar o movimento. A China enfrenta um cenário contraditório: enquanto empresas relatam dificuldade para contratar em alguns setores, milhões de jovens encontram barreiras para entrar no mercado de trabalho. Nesse ambiente, soluções automatizadas passam a ser vistas como alternativa para garantir eficiência operacional e previsibilidade de custos.
Por outro lado, a adoção desse tipo de tecnologia reacende um debate importante para o setor: até que ponto a automação pode substituir funções tradicionalmente ocupadas por trabalhadores humanos, especialmente em posições de entrada no foodservice?
Ainda não há confirmação sobre a expansão do uso desses robôs em outras unidades ou mercados. Mas o teste sinaliza um caminho cada vez mais relevante: o equilíbrio entre eficiência, experiência do cliente e o papel das pessoas na operação.
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Fonte: Extra / Globo







