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Como a tecnologia está ajudando a Barry Callebaut a enfrentar a alta do cacau

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A escalada no preço do cacau e as mudanças no comportamento de consumo têm levado a indústria do chocolate a acelerar o uso de tecnologia para inovar. Dados da Nielsen mostram que o chocolate está cerca de 30% mais caro do que no início de 2024, um cenário que tende a continuar. Executivos da Barry Callebaut já sinalizaram que os impactos climáticos devem pressionar os preços por um longo período.

Para uma fornecedora global que atende grandes empresas alimentícias, isso significa lidar com um desafio duplo: manter custos sob controle enquanto entrega novas soluções aos clientes. Uma das respostas da companhia tem sido investir em alternativas ao chocolate tradicional. Em parceria com a Planet A Foods, a empresa avança na produção de um “chocolate” sem cacau, solução que reduz dependência da matéria-prima.

Outra frente estratégica é a colaboração com a NotCo, que traz sua plataforma de IA para acelerar o desenvolvimento de novas formulações. Segundo comunicado divulgado pela Barry Callebaut, o objetivo é oferecer receitas mais rápidas, focadas em saudabilidade e ingredientes funcionais — atributos que vêm ganhando força no foodservice e no varejo.

O CEO Peter Feld destaca que o setor vive um momento de transformação constante:

“Com o ritmo acelerado das mudanças em todo o setor e no mercado de cacau, as necessidades de nossos clientes estão evoluindo rapidamente. Essa colaboração nos permite testar como a IA pode aprimorar a eficiência dos processos e ampliar nossos esforços de inovação.”

A NotCo já colabora com outras gigantes do mercado. A Magnum Ice Cream, divisão de sorvetes da Unilever, anunciou recentemente que utilizará a tecnologia da startup para acelerar seu pipeline de inovação. A Kraft Heinz também mantém parceria com a empresa para expandir seu portfólio plant-based, incluindo maionese, queijo fatiado, mac and cheese e até salsichas Oscar Mayer.

No Portal Foodbiz, você encontra análises e tendências que ajudam a entender como movimentos como esses impactam a cadeia do foodservice e como empresas brasileiras podem se posicionar diante desse novo cenário.


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Fonte: Food Dive

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