Proteína deixa de estar concentrada nos tradicionais shakes e chega a cafés, refrigerantes, energéticos e até cervejas
O mercado de bebidas proteicas vem ampliando seu espaço no Brasil e avançando para além dos produtos tradicionalmente associados ao público de academias. De cafés a refrigerantes, energéticos e cervejas, a proteína passa a aparecer como atributo em diferentes categorias de bebidas.
Segundo conteúdo publicado pela Veja, na coluna Faria Lima News, com dados da Nielsen, as bebidas proteicas UHT registraram crescimento de 25,2% em volume no Brasil em 2025, na comparação com o ano anterior. O movimento acompanha a busca dos consumidores por conveniência e produtos que combinem características funcionais com consumo rápido.
O Brasil também concentra mais de 58% do mercado sul-americano de whey protein, segmento cujo consumo deve crescer cerca de 8% ao ano entre 2024 e 2029.
Proteína chega a novas ocasiões de consumo
Marcas como YoPRO, Piracanjuba e Vigor já ajudaram a consolidar as bebidas proteicas nas gôndolas brasileiras, mas a categoria começa a ganhar novos formatos.
Entre os movimentos recentes citados pela publicação estão os refrigerantes proteicos das marcas Moving e Pure Up, com opções que chegam a 20 gramas de proteína, além do energético da Baly, com 15 gramas. Nescafé, YoPRO e Piracanjuba também exploram produtos que combinam proteína e cafeína.
A tendência chega inclusive ao mercado cervejeiro. A Ambev prepara para setembro o lançamento da Spaten Pro, cerveja sem álcool com 10 gramas de proteína e menos de 100 calorias.
Proteína ganha espaço como atributo de valor
A diversificação mostra como a proteína começa a ocupar novas ocasiões de consumo e deixa de estar restrita aos shakes e suplementos tradicionalmente ligados à prática de exercícios físicos.
Para a indústria, o movimento também abre espaço para produtos de maior valor agregado e para a exploração de categorias que unem conveniência, funcionalidade e diferentes experiências de consumo.
Ao mesmo tempo, a expansão aumenta a importância de fatores como quantidade e origem da proteína, teor de açúcar e composição dos produtos. Nesse cenário, a disputa deixa de estar concentrada apenas no mercado de whey e passa a envolver a proteína como atributo de valor em diferentes segmentos da indústria de bebidas.
Com informações da Veja/Faria Lima News.







