O catarinense Michel Doukeris comanda há quatro anos a gigante AB InBev, cervejaria que emprega 144 mil pessoas e fatura cerca de 60 bilhões de dólares anuais. Nesse período, o valor de mercado da companhia — dona de marcas como Corona e Stella Artois — já oscilou até 60% para cima ou para baixo, mas se mantém na faixa dos 120 bilhões de dólares. Para Doukeris, a volatilidade se tornou o “novo normal” em um cenário global cheio de ameaças e oportunidades.
Desde que assumiu, ainda durante a pandemia, o executivo teve de lidar com transformações nos hábitos de consumo da geração Z, tensões políticas e barreiras comerciais. Para manter o pulso firme no comando, Doukeris passa em média 180 dias por ano viajando, encontrando colaboradores, clientes e líderes políticos.
Em entrevista à Exame, na sede da Ambev em São Paulo, onde também é presidente do conselho, ele destacou a importância de estar próximo tanto das pessoas quanto dos consumidores para tomar decisões mais assertivas.
“Depois de 30 anos conversando 5 minutos por dia com dez pessoas diferentes, eu consigo sentir o clima do escritório, do país. Também passo parte do tempo entendendo tendências de consumo, visitando bares, restaurantes e supermercados. É lá que o negócio realmente acontece”, afirmou.
Tendências no mercado de bebidas
De acordo com o CEO, a cerveja continua sendo o foco global da AB InBev, mas o portfólio tem se expandido para atender novas demandas. Produtos sem glúten, sem álcool, sem açúcar e com menos calorias vêm conquistando consumidores em diferentes partes do mundo.
- Brasil: maior procura por opções sem glúten e sem álcool.
- Coreia do Sul: crescimento da cerveja sem açúcar.
- Estados Unidos: foco em versões com menos carboidratos e calorias.
Essa estratégia, que a companhia chama de “escolhas balanceadas”, já movimenta mais de 5 bilhões de dólares e cresce em ritmo de dois dígitos, ampliando as ocasiões em que o consumidor se conecta com as marcas do grupo.
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