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Evento da ABERC aponta tendências do setor de foodservice

divulgação

A pesquisa realizada pela National Restaurant Association, State of the Restaurant Industry 2025, foi tema da apresentação de Simone Galante, CEO e fundadora da Galunion, durante o encontro em comemoração aos 40 anos da Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc), no restaurante Le Sampah (Distrito Anhembi), realizado na Fispal. Segundo a consultora, são muito parecidas as dificuldades enfrentadas pelo setor de foodservice tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.


Em uma questão de múltipla escolha da pesquisa internacional, os operadores de restaurantes norte-americanos disseram que os custos com mão de obra (96%), com alimentos (95%) e a inflação (95%) são os principais desafios do ano.
 

Tech + Touch

Parte importante do mercado nacional de alimentação o segmento de refeições coletivas vem relatando grandes pressões, principalmente no que se refere à mão de obra. Como medidas para recrutar e manter os funcionários, o foodservice norte-americano está disponibilizando jornadas meio período ou com horários flexíveis.
 

Na pesquisa, 49% declararam que a tecnologia usada para capacitação dos profissionais e como auxílio para facilitar a execução das atividades está ajudando a superar os desafios trabalhistas. Ainda sobre o mesmo tema, 74% acreditam na união da tecnologia com a humanização das relações como o diferencial do setor de alimentos e bebidas para crescer.
 

“Na era dos dados, a inteligência não vem só da tecnologia, mas da capacidade de transformar informação em decisão estratégica. E é exatamente aqui que a Aberc consegue exercer um papel essencial, ao mobilizar as empresas de refeições coletivas para gerar, compartilhar e interpretar dados”, diz Simone Galante.
 

Aberc + próxima

Para Daniel Mendez, presidente da Aberc, é papel da Associação fortalecer todo o ecossistema do setor, a fim de que as refeições coletivas sejam altamente competitivas no mercado de foodservice.
 

“A nossa atividade emprega 350 mil pessoas e é fundamental na vida do trabalhador, assim como no dia a dia das escolas e hospitais públicos e privados. Por termos essa importância, estamos ganhando cada vez mais espaço e começando a ser percebidos pela sociedade, mas precisamos ter uma associação forte para fazer frente aos desafios atuais e os que estão por vir, como saber usar as novas tecnologias nos negócios. Estudos apontam que as empresas que não estão investindo para se adequar às transformações tecnológicas perdem, por ano, 20% de sua competitividade. Ou seja: em cinco anos podem estar fora do mercado”, explica Mendez.
 

Dados da Aberc mostram a relevância do segmento para o país. O setor movimentou R$ 34 bilhões no ano passado e serviu, aproximadamente, 40 milhões de refeições por dia. Esse volume só é possível graças à incorporação de equipamentos inteligentes e investimentos na qualificação de fornecedores e de pessoas para o setor.
 

Novos mercados

Rogério Vieira, vice-presidente da Aberc, destacou a necessidade do segmento de criar novos elos e diversificar sua atuação. “Nós entendemos de alimentação e vejo a nossa representatividade no mercado ainda baixa. O fato de trazermos novos associados está nos permitindo mapear melhor as oportunidades que existem no país para o setor e, de fato, crescer”.
 

Está em andamento uma pesquisa do segmento em parceria com a consultoria Galunion para fazer um retrato da atividade no Brasil e identificar quais os nichos que ainda podem ser explorados. A previsão é de que o estudo seja concluído no segundo semestre.


Fonte: Agência Virta

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