FoodBiz

A onda da proteína adicionada chegou ao Brasil

freepik

A busca por uma alimentação mais equilibrada e funcional está impulsionando uma tendência que já conquistou os Estados Unidos: os alimentos com proteína adicionada. E agora, esse movimento ganha força também no Brasil, mobilizando desde grandes indústrias até o agronegócio nacional.

Crescimento expressivo no consumo

Segundo dados da Euromonitor, o mercado brasileiro de produtos com proteína adicionada já movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano. Essa onda envolve não apenas os tradicionais shakes e suplementos, mas também produtos do dia a dia como barrinhas, doces, refrigerantes e bebidas lácteas.

O consumidor brasileiro está cada vez mais atento à composição dos alimentos, buscando alternativas que aliem sabor, praticidade e benefícios nutricionais. Esse novo perfil tem pressionado empresas e produtores a inovarem para atender a essa demanda crescente.

Indústrias se adaptam e expandem portfólio

Diversas marcas estão investindo fortemente nesse nicho. A Piracanjuba, por exemplo, dobrou seu portfólio de produtos proteicos nos últimos dois anos. A Nestlé Health Science ampliou a linha Nutren Senior e passou a oferecer até capuccinos proteicos sob a marca Nescafé. Já a Danone aposta em produtos como YoPRO, Danone Mais e Nutridrink, que aliam praticidade e nutrição para públicos diversos.

O que antes era um mercado voltado exclusivamente para atletas agora conquista também quem busca bem-estar, envelhecimento saudável e controle de peso — especialmente em tempos de crescente uso de medicamentos como o Ozempic.

O agro entra em cena

Essa tendência de consumo tem reflexos diretos no campo. Para atender às exigências de qualidade e volume da indústria, o agronegócio brasileiro está se movimentando. Há investimentos para melhorar a composição do leite, ampliar a produção e até garantir a importação de ingredientes específicos, o que fortalece ainda mais o elo entre o campo e a indústria.

A proteína, portanto, deixa de ser apenas um nutriente para se tornar um componente estratégico no mercado de alimentos, com impacto direto na inovação, na produção e nas decisões do consumidor.

Para saber mais, acesse o artigo completo clicando aqui.

Compartilhar