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A nova era da cerveja: o que muda no copo e no mercado brasileiro

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O Brasil segue como um dos maiores consumidores de cerveja do mundo — foram 15 bilhões de litros em 2024, segundo a Euromonitor. Mas, embora o volume continue expressivo, o perfil de consumo está mudando. A ascensão das cervejas sem álcool, a força das marcas premium e a retração de rótulos tradicionais revelam um consumidor mais seletivo, em busca de novas experiências e equilíbrio. E a indústria acompanha esse movimento com inovação, reposicionamento e foco em dados.

Gustavo Castro, líder de estratégia e portfólio da Ambev, resume esse novo momento: “O mercado amadureceu, mas isso não significa que parou de crescer. A cerveja continua associada ao prazer e à sociabilidade — só que as pessoas querem outras experiências”.

Da Skol à Heineken: uma história de transformação

Se antes o mercado era dominado por rótulos populares como Skol, Brahma e Antarctica, a última década marcou o início da “premiumização” no setor. Marcas como Stella Artois e Heineken conquistaram os consumidores, acompanhadas pela explosão das cervejas artesanais. Essa busca por diferenciação criou novos hábitos: hoje, muitos alternam entre uma artesanal no fim de semana e uma opção zero álcool durante a semana — prática conhecida como zebra striping, que intercala consumo alcoólico e não alcoólico em busca de equilíbrio.

Essa transformação se reflete nas prateleiras e nos portfólios das empresas. A Ambev, por exemplo, investe em rótulos como a Stella Pure Gold (sem glúten e com menos calorias) e a Corona Sunbrew (zero álcool com vitamina D), mirando consumidores preocupados com saúde e moderação. Em 2024, o segmento de cervejas sem álcool ou de baixa caloria cresceu 18%, alcançando 702 milhões de litros — o maior avanço entre todas as categorias.


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