No Japão, uma rede de izakayas chamou atenção ao incluir no cardápio uma opção pouco convencional: o “binta”, nome dado a tapas no rosto. Por cerca de 500 ienes (R$ 19), clientes podiam pagar para receber uma bofetada de qualquer atendente. Com um acréscimo de 100 ienes (R$ 4), ainda era possível escolher quem aplicaria o golpe.
A proposta excêntrica
A iniciativa partiu da rede Yotteba, conhecida por suas asas de frango e cervejas. A justificativa era oferecer um “método para recuperar a sobriedade” após exageros no consumo de saquê ou cerveja. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostravam clientes sentados, aguardando o tapa enquanto colegas riam e aplaudiam.
A prática, embora curiosa, não era isolada. Outras redes, como a Nagoya Lady’s Slap e a Shachihoko-ya, já haviam experimentado serviços semelhantes, com valores entre 300 e 500 ienes.
Origem do “binta”
O termo surgiu no século 19, na região de Kagoshima, inicialmente associado à palavra “cabeça”. Mais tarde, passou a designar tapas dados pela polícia na era Meiji. Com o tempo, o conceito foi ressignificado em contextos mais leves, chegando aos bares como parte de experiências excêntricas.
Fim da prática
Apesar da repercussão, a Yotteba decidiu encerrar o serviço em outubro de 2023, após mais de dois anos oferecendo a opção. Segundo a empresa, a prática “não parecia muito popular” e poderia prejudicar a imagem da rede em sua fase de expansão. Relatos de lesões também pesaram na decisão.
Atualmente, os izakayas voltaram a oferecer menus tradicionais de comidas e bebidas, deixando os “tapas à la carte” como uma lembrança curiosa da cena noturna japonesa.
Fonte: CPG







