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Fundo de Biodiversidade da Amazônia investe R$ 20 milhões na Mahta

reprodução site

A Mahta é uma foodtech brasileira que desenvolve produtos clean label (rótulo limpo) e ricos em nutrientes, tendo a biodiversidade amazônica como base. Seu modelo de negócio é desenhado para gerar demanda por ingredientes nativos – como cacau, castanha-do-Brasil e cupuaçu. Atualmente conta com um portfólio de três produtos, sendo Superfood o seu líder de vendas.

A empresa está recebendo um aporte de R$ 20 milhões do Fundo de Biodiversidade da Amazônia (ABF, na sigla em inglês, e que significa Amazon Biodiversity Fund), com o objetivo de fortalecer e diversificar sua cadeia de valor de insumos da floresta amazônica em pé, promovendo mais benefícios socioeconômicos locais e fortalecendo o compromisso com o território e suas comunidades.

“Nossa visão se mantém intacta. Como sempre, buscamos produzir alimentos limpos e funcionais. Este investimento nos ajuda a dar mais um passo na missão de promover, por meio da ciência nutricional, a saúde das pessoas enquanto criando oportunidades econômicas com a floresta em pé”, explica Max Petrucci, fundador e Chief-Executive Officer (CEO) da Mahta.
 

Operando desde 2022, a companhia já fatura mais de R$ 1 milhão por mês, e tem como propósito conectar saúde humana, bem-estar social e valorização ambiental por meio de superalimentos, também chamados de superfood, da floresta amazônica.

“A forma como operamos na Mahta, tem potencial de gerar impacto positivo triplo, muito além da nossa capacidade de crescimento como empresa. É um modelo que pode ser copiado, adaptado, em diversos lugares, cadeias de produtos – com base em três pilares: saúde e nutrição, justiça social, e urgência climática. E que comprova que nosso sistema de produção e consumo de alimentos hoje pode ter benefícios a todos os envolvidos na cadeia: produtor, consumidor e planeta”, afirma Petrucci

Antes de fundar a Mahta, Petrucci passou por grandes multinacionais, como Johnson & Johnson e Microsoft, atuando no Brasil e nos Estados Unidos. E em 2006, fundou a Garage, agência de marketing digital reconhecida por sua atuação com marcas como Netflix, Lipton, Continental e Ambev.
 

Os primeiros anos da Mahta foram focados no modelo D2C, ou Direto para o Consumidor, muito por conta da trajetória de Petrucci com o marketing. “Sempre acreditei na força da conexão direta com o consumidor – entender suas necessidades de perto é fundamental para criar produtos realmente relevantes”, afirma.

“Com o investimento na Mahta, ABF apoiará a empresa no novo ciclo de crescimento, fortalecendo práticas de governança, transparência, rastreabilidade e eficiência para atingir a ambição do seu modelo de negócio, além da possibilidade de incorporar outros produtos inovadores ao portfólio”, explica Maria Laura Florido, Gerente de Investimento da ABF. “Esta parceria é um passo largo dado em direção ao nosso propósito”, acrescenta Petrucci.
 

Durante o processo de diligência da Mahta, o ABF contou com os parceiros do fundo, Restoration Seed Capital Facility (RSCF), que tiveram um papel fundamental na análise da frente de impacto da empresa e na construção de um plano de ação voltado para um crescimento sustentável.
 

O RSCF é financiado pelo Ministério Federal do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor da Alemanha (BMUV) e pelo Ministério do Meio Ambiente, Clima e Desenvolvimento Sustentável de Luxemburgo. E tem como objetivo reverter a perda e a degradação das florestas, proteger e restaurar áreas de florestas tropicais, combater as mudanças climáticas e a perda da biodiversidade, além de apoiar a criação de meios de subsistência sustentáveis. A iniciativa é implementada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Frankfurt School of Finance and Management.
 

Com esse investimento, o ABF já alocou perto de R$ 150 milhões entre janeiro de 2024 e agosto deste ano, segundo relatório de impacto do fundo, elaborado pela Impact Earth, consultoria internacional com forte presença no Brasil, formada por profissionais experientes atuando como conselheiro exclusivo de investimentos junto ao ABF.
 

“Acreditamos que, para promover a biodiversidade nos biomas brasileiros, é fundamental fomentar cadeias produtivas diversificadas e sustentáveis. E, parte do recurso investido pelo Fundo apoiará a Mahta a aprofundar a sua veia de sustentabilidade. Mesmo sendo uma empresa jovem, a Mahta já demonstra tração relevante com um portfólio enxuto que abrange 14 ingredientes da floresta, explica a Gerente de Investimentos da ABF.

“Sabemos que esse desafio envolve complexidades, mas vemos na Mahta a capacidade e a ambição para enfrentá-las. Outro diferencial importante para nós é que a pesquisa está no centro da estratégia da empresa, o que reforça o compromisso com a inovação”, explica Maria Laura.


Sobre ABF

O Amazon Biodiversity Fund (ABF) é um fundo cuja proposta é investir em projetos e empresas com impacto social e ambiental na região da Amazônia Legal Brasileira. O fundo, que conta com aconselhamento exclusivo da Impact Earth, tem R$ 250 milhões sob gestão, contando com investidores como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Soros Economic Development Fund (SEDF), CGIAR (Aliança Bioversity & CIAT), o L’Oréal Fund for Nature Regeneration (LFNR) e o ASN Impact Investors.




Fonte: Assessoria

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