A inteligência artificial (IA) promete mudar completamente a forma como fazemos compras — desde a reposição automática de produtos até a previsão do que cada pessoa pode querer comprar em seguida.
Segundo a pesquisa CPG 2025 da PwC, 40% dos consumidores acreditam que até 2030 usarão IA para comparar preços, e um terço espera automatizar totalmente as decisões de compra. Entre os millennials, 62% afirmam que pretendem fazer mais pedidos online, e quase metade planeja usar aplicativos de compras automatizados — capazes de refazer pedidos e sugerir produtos com base em preferências individuais e dados de consumo.
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Compras personalizadas com ajuda da IA
Imagine conversar com um assistente virtual que entende seu gosto, suas restrições alimentares e até seu orçamento. Esse agente, alimentado por IA generativa e comandos de voz, pode montar listas de compras personalizadas a partir de históricos de pedidos, vídeos assistidos e até objetivos de bem-estar.
O sistema aprende com as interações e seleciona os melhores produtos, considerando preço, qualidade e avaliações — tudo isso sem depender de promoções ou cupons. O resultado: o consumidor recebe automaticamente a melhor oferta disponível.
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As casas inteligentes e o fim da lista de compras
A PwC projeta que, nos próximos anos, as casas inteligentes terão um impacto semelhante ao dos smartphones na década de 2010. Geladeiras conectadas poderão monitorar o consumo e repor itens como leite ou café, respeitando preferências como produtos sustentáveis ou livres de microplásticos.
“Em cinco anos, a expressão ‘ir ao supermercado’ pode soar tão ultrapassada quanto ‘conexão discada’”, afirma o relatório.
Além disso, os algoritmos poderão sincronizar com dispositivos vestíveis, como smartwatches, para sugerir alimentos alinhados a metas de saúde. Uma pessoa com rotina de exercícios, por exemplo, poderá receber sugestões automáticas de cafés da manhã ricos em proteínas ou chás calmantes para a noite.
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O equilíbrio entre conveniência e controle
Apesar do entusiasmo, o estudo mostra que os consumidores ainda buscam segurança e autonomia. Jovens da Geração Z se destacam como os mais cautelosos: eles querem aprovar manualmente as compras, exigir reembolsos garantidos e restringir a automação apenas a categorias específicas.
Também há uma preocupação ética e prática: os consumidores esperam que a IA justifique compras inesperadas e ofereça a opção de ser desativada a qualquer momento — evitando situações de perda de controle, popularizadas em referências culturais como o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço.
Aliás, 32% dos entrevistados afirmam que jamais dariam acesso financeiro total a um assistente de IA.
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O futuro das compras: menos tarefas, mais soluções
De acordo com a PwC, o grande objetivo dessa tecnologia é entregar conveniência e resultados, não apenas funcionalidades. Os consumidores querem que a IA elimine o incômodo das compras rotineiras e ofereça soluções personalizadas.
“Os consumidores não buscam recursos, mas sim resultados. Os produtos deixaram de ser unidimensionais — agora são contextuais”, resume o relatório.
A IA aplicada ao consumo pode não apenas economizar tempo, mas redefinir a relação entre pessoas, tecnologia e alimentação — um campo que o Portal Foodbiz continuará acompanhando de perto.
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Fonte: Food Dive







