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Lasso quer reinventar o processamento de alimentos com tecnologia de Harvard

divulgação

Uma nova startup de tecnologia alimentícia acaba de chegar ao mercado dos Estados Unidos com uma proposta ambiciosa: repensar como os alimentos são criados e produzidos. A Lasso, fundada pela equipe por trás da marca de carne vegetal Tender Food, acaba de ser lançada com um investimento de US$ 6,5 milhões, prometendo transformar a forma como proteínas e fibras são processadas.

A Lasso, com sede em Boston, utiliza uma tecnologia própria — chamada Lasso SpinTech — que combina princípios de física e engenharia para criar alimentos com texturas e propriedades até então “inatingíveis”. A ideia é gerar uma nova geração de produtos mais nutritivos, com rótulos limpos e processos de produção mais sustentáveis.

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Um novo capítulo para a Tender Food

A Tender Food, conhecida por suas alternativas vegetais à carne suína, de frango e bovina, será apenas uma das marcas dentro do portfólio da Lasso. Sob a liderança de Mike Messersmith, a equipe vem testando a tecnologia em escala comercial ao longo do último ano — com resultados que vão desde carnes vegetais até lanches ricos em proteínas e até mesmo ração para pets.

Segundo Messersmith, os consumidores estão exigindo mudanças reais na indústria de alimentos. “As pessoas não aceitam mais o status quo dos alimentos embalados. Vemos um movimento crescente em torno de produtos menos processados, impulsionado por novas preocupações de saúde e mudanças no comportamento alimentar”, afirmou.

Tecnologia inspirada em uma máquina de algodão doce

O ponto de partida da Lasso foi o Instituto Wyss da Universidade de Harvard, onde os fundadores Kit Parker, Luke MacQueen, Christophe Chantre e Grant Gonzalez passaram sete anos desenvolvendo a tecnologia. Eles descrevem o sistema como uma espécie de “máquina de algodão doce avançada” — capaz de transformar quase qualquer ingrediente em produtos com textura e sabor excepcionais, sem o uso de altas temperaturas, açúcares ou aditivos artificiais.

Além de reduzir custos e consumo de energia (o equipamento é do tamanho de uma máquina de lavar e consome menos que uma torradeira), a tecnologia promete eficiência e escalabilidade — fatores-chave para tornar a produção de alimentos sustentáveis mais acessível.

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O futuro dos alimentos começa agora

Com o novo aporte financeiro, liderado pela Rhapsody Venture Partners e com participação de Safar Partners e Claridge Venture Partners, a Lasso pretende expandir suas aplicações para outras categorias de alimentos em rápido crescimento.

“Estamos prestes a introduzir novos alimentos verdadeiramente inovadores, feitos de ingredientes simples que todos conhecem”, afirmou Messersmith. “Nossa missão é usar a tecnologia para gerar progresso real na indústria e oferecer aos consumidores produtos mais saudáveis e acessíveis.”

O movimento reflete uma tendência mais ampla no setor de foodtech: o uso da ciência e da engenharia para criar alimentos melhores — não apenas do ponto de vista nutricional, mas também ambiental e social.


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Fonte: Food Bev

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