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Setor de destilados vive maior crise, afirma CEO da Velho Barreiro

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Em entrevista ao NeoFeed, César Rosa, CEO da Velho Barreiro, classificou o momento atual como “a maior crise do setor de bebidas destiladas no Brasil”. A afirmação reflete o impacto da contaminação por metanol em destilados — ainda que nenhum caso envolva cachaça —, situação que vem afetando diretamente o consumo e a logística de grandes produtores nacionais.

A Indústria de Bebidas Tatuzinho 3 Fazendas, dona da marca Velho Barreiro e segunda maior fabricante de cachaça do país, registrou uma queda de 35% nas vendas de garrafas retornáveis em apenas uma semana — o equivalente a 750 mil unidades a menos. O efeito é sentido principalmente nos bares e adegas, responsáveis por 60% do volume vendido pela companhia.

Para tentar conter a retração, a empresa implementará uma operação emergencial de recolhimento dos vasilhames nos pontos de venda, medida que deve elevar os custos logísticos em até 7%. Além disso, a Velho Barreiro lançará novos contrarrótulos com informações de segurança e vai reforçar o treinamento de equipes para tranquilizar consumidores, sobretudo das classes C, D e E.

Mesmo diante do cenário adverso, a destilaria — que produz cerca de 86 milhões de litros por ano — projeta manter o volume em 2025, com expectativa de crescimento de 8% na receita em função do reajuste de preços.

“Está todo mundo no mesmo balaio. Não acho que seja um caso pontual. A situação passou a ficar muito mais séria nos últimos dias”, afirmou Rosa na entrevista.

Para ler a matéria completa no NeoFeed, clique aqui.

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