A Cooperativa Vinícola Aurora estima colher cerca de 85 milhões de quilos de uvas na Safra 2026, volume que representa um crescimento de 18,7% em relação à vindima de 2025. O resultado é impulsionado pela boa sanidade dos vinhedos, condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo e pela ampliação da área plantada com variedades destinadas à produção de espumantes.
Historicamente, a safra da Aurora responde por algo entre 10% e 15% da colheita de uvas para processamento no Rio Grande do Sul, o que reforça a relevância da cooperativa para o setor vitivinícola nacional.
Nos últimos anos, um dos movimentos mais estratégicos tem sido a expansão de aproximadamente 12% da área plantada com uvas para base espumante, com destaque para a Malvasia Aromática e variedades da família Moscato. Esse avanço deve resultar em um incremento estimado de 15% no volume dessas uvas em comparação com a safra anterior, acompanhando a crescente demanda por espumantes no mercado.
Sanidade dos vinhedos e qualidade da uva
As condições dos vinhedos são consideradas muito positivas. As variedades viníferas, americanas e híbridas apresentam elevada sanidade, com os parreirais mais precoces já em fase de maturação e início de colheita. As de ciclo médio estão em troca de cor, enquanto as tardias seguem em enchimento de bagas.
Embora o desenvolvimento esteja levemente atrasado em relação a anos anteriores, devido ao frio mais prolongado no inverno, o cenário é considerado dentro da normalidade para um ciclo regular. A colheita da Chardonnay para base espumante tem início previsto para a primeira quinzena de janeiro.
No caso das variedades americanas e híbridas, utilizadas principalmente na produção de sucos e vinhos de mesa, o desempenho também é positivo. Cultivares como Isabel, Concord e BRS Magna apresentam maturação dentro do padrão e volumes adequados.
Fertilidade de gemas impulsiona o potencial produtivo
Segundo Maurício Bonafé, gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, o bom desempenho da safra está diretamente ligado às condições climáticas do inverno, que favoreceram o desenvolvimento das plantas.
“A fertilidade de gemas é um dos principais indicadores do potencial produtivo. O frio acumulado no inverno foi suficiente para garantir uma brotação uniforme e vigorosa, essencial para a correta formação dos cachos”, explica.
Bonafé destaca ainda que o clima tem sido um aliado importante ao longo do ciclo. “Todos os sinais apontam para uvas de excelente qualidade. Indicadores como o grau Babo, que determinam a maturação e a intensidade de açúcares, são confirmados ao longo da colheita, mas as perspectivas são bastante positivas”, afirma.
Safra segue até março
A colheita já começou e deve se estender até a segunda quinzena de março. Em 2026, ano em que a Aurora completa 95 anos, a cooperativa projeta um ciclo promissor também para variedades como Isabel, Merlot, Tannat, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Lorena, reforçando o bom momento da vitivinicultura brasileira.
Conteúdo adaptado a partir de informações divulgadas pela Agrolink & Assessoria, com curadoria do Portal Foodbiz, referência em dados e tendências para o foodservice.







