O Brasil apresentou à Organização Mundial da Saúde (OMS) uma proposta para ampliar as restrições à comercialização de alimentos ultraprocessados. A iniciativa busca fortalecer uma regulamentação global voltada ao consumo desses produtos e estabelecer diretrizes mais rígidas para publicidade e venda, especialmente para crianças e adolescentes.
O texto apresentado pelo governo brasileiro prevê a adoção de definições e sistemas de classificação mais claros para alimentos processados e ultraprocessados, com base em evidências científicas. A proposta também inclui medidas para restringir — ou até proibir — a publicidade e a comercialização desses produtos para o público infantojuvenil.
Outro ponto destacado envolve a alimentação escolar. Atualmente, o Brasil estabelece um limite de 10% para alimentos processados nas refeições oferecidas nas escolas públicas, mas a meta do governo é eliminar gradualmente a presença desses itens.
A proposta já conta com apoio de países como França, México e Uruguai e deve ser articulada para votação na próxima Assembleia Geral da OMS, prevista para o próximo ano.
O debate ocorre em meio ao avanço do consumo de ultraprocessados em diversos países. Estudos publicados na revista científica The Lancet apontam que esses produtos vêm substituindo alimentos in natura e refeições tradicionais. No Brasil, a participação dos ultraprocessados na alimentação aumentou 13% nas últimas quatro décadas, segundo pesquisas citadas pelo governo.
O movimento reforça a crescente pressão internacional por políticas públicas voltadas à alimentação saudável e ao controle de produtos associados ao aumento de doenças crônicas e mudanças nos hábitos de consumo.
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Fonte: CBN







