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Demanda chinesa por amido de mandioca cresce e cria oportunidades para exportação

Foto: IA / Brasil 247

A expansão da indústria chinesa de alimentos, aliada ao avanço de setores como embalagens biodegradáveis e adesivos industriais, tem impulsionado a demanda por amido de mandioca no país asiático. O movimento reforça o papel da China como um dos principais motores do mercado global do insumo e abre oportunidades para países exportadores, incluindo o Brasil.

Tradicionalmente utilizado na produção de alimentos processados, o amido de mandioca vem ampliando sua presença em aplicações industriais. Entre os usos em crescimento estão a fabricação de papel, adesivos, bioplásticos e embalagens sustentáveis, segmentos que buscam alternativas renováveis para substituir matérias-primas de origem fóssil.

O avanço está diretamente relacionado às metas ambientais adotadas pela China. O país tem intensificado iniciativas para reduzir emissões de carbono e ampliar o uso de materiais biodegradáveis em diferentes cadeias produtivas, estimulando a procura por insumos de origem vegetal.

Nesse contexto, o amido de mandioca ganha competitividade frente a derivados de milho, trigo e produtos petroquímicos. Sua versatilidade e característica renovável têm ampliado o interesse da indústria por soluções com menor impacto ambiental.

Oferta global mais restrita favorece o Brasil

Ao mesmo tempo em que a demanda cresce, importantes fornecedores asiáticos enfrentam desafios para atender ao mercado. Países como Tailândia e Vietnã, referências na produção e exportação de derivados de mandioca, vêm registrando impactos relacionados a eventos climáticos e aumento dos custos de produção.

A combinação entre demanda aquecida e oferta mais limitada tem contribuído para uma reorganização do comércio internacional do produto, criando espaço para que o Brasil amplie sua participação no mercado global.

Representantes do setor apontam que a competitividade agrícola brasileira e o alinhamento às exigências ambientais de mercados compradores estão entre os fatores que favorecem o país. Outro diferencial destacado é o fato de a mandioca brasileira estar associada a sistemas produtivos renováveis e, em muitos casos, não utilizar variedades transgênicas.

Mandioca avança além da indústria de alimentos

Embora a indústria alimentícia continue sendo um dos principais destinos do amido de mandioca, o crescimento de aplicações industriais sustentáveis vem ampliando a relevância do produto no cenário global.

A substituição gradual de insumos derivados de petróleo por matérias-primas renováveis tem colocado os amidos vegetais no centro das estratégias de descarbonização de diversos setores. Com isso, a mandioca passa a ocupar uma posição estratégica na transição para modelos produtivos mais sustentáveis, impulsionada principalmente pela demanda chinesa.

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Fonte: Brasil 247

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