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Varejo Recua 0,8% em Maio com Sinais de Desaceleração, Diz Stone

Varejo registra queda de 0,8% em maio, aponta Índice do Varejo Stone (IVS)

  • No comparativo anual, o setor teve alta de 2,8%;
  • No recorte regional, 23 estados apresentaram crescimento em relação ao ano passado;
  • Na comparação mensal, quatro dos oito segmentos analisados registraram alta.

As vendas do comércio brasileiro registraram queda de 0,8% em maio, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS). Na comparação anual, o setor cresceu 2,8%. O estudo, que acompanha mensalmente a movimentação do varejo no país, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro.

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado desse mês reforça um cenário de desaceleração do varejo, embora o setor siga sustentado por fundamentos positivos do mercado de trabalho. “O segundo recuo consecutivo na comparação mensal indica uma perda de fôlego da atividade varejista, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito. Por outro lado, o mercado de trabalho continua resiliente, com renda em patamar elevado e desemprego próximo das mínimas históricas, o que ajuda a sustentar o consumo das famílias. Ainda assim, o elevado comprometimento da renda com dívidas e o alto custo do crédito seguem limitando uma recuperação mais consistente do varejo”, afirma.

Segmentos

No recorte mensal, quatro dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento em maio. A maior alta foi registrada em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (13,4%), seguida por Tecidos, Vestuário e Calçados (2,6%), Móveis e Eletrodomésticos (1,5%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (0,9%). Entre os setores que registraram queda, estão Material de Construção (2,4%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,6%), Artigos Farmacêuticos (1,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (0,8%).

No comparativo anual, sete dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (15%), seguida por Combustíveis e Lubrificantes (11,9%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,6%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%), Móveis e Eletrodomésticos (2,5%), Artigos Farmacêuticos (2%) e Material de Construção (1,9%). A única queda foi registrada em Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,3%).

Destaques regionais

Na análise por regiões, 23 estados apresentaram crescimento em maio, na comparação anual. O maior avanço foi registrado em Santa Catarina (5,8%), seguido por Pará (5,7%), Mato Grosso do Sul (5,5%), Amazonas e Rio de Janeiro (5,2%), Amapá (5,1%), Sergipe (4,8%), Rondônia (4,5%), Mato Grosso (3,9%), São Paulo (3,8%), Piauí e Pernambuco (3,7%), Espírito Santo (3,6%), Bahia (3,2%), Maranhão (2,8%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (2,2%), Paraná e Goiás (1,7%), Tocantins (1,6%), Rio Grande do Norte (1,4%), Roraima e Paraíba (1,1%). As quedas foram registradas em Alagoas (2,4%), Distrito Federal (1,9%), Ceará (0,2%) e no Acre (0,1%).

“Os dados regionais de maio mostram que as regiões SulSudeste Norte concentram os resultados mais positivos do país, com crescimento em praticamente todos os seus estados, na comparação anual. O destaque ficou para Santa Catarina, Pará e Amazonas, que figuraram entre os maiores avanços. Já o Nordeste apresentou um cenário mais diversificado, concentrando parte das retrações observadas no período, embora a maioria dos seus estados também tenha permanecido em trajetória de crescimento. Esse quadro reforça que a desaceleração do varejo ocorre de forma desigual entre as regiões, refletindo diferentes dinâmicas econômicas locais e distintos níveis de sensibilidade das famílias às condições de crédito e renda”, avalia Guilherme Freitas.

O relatório completo está disponível na plataforma de conteúdo da Stone.

Fonte: assessoria

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