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Cesta básica recua na maioria das capitais em julho; São Paulo segue líder nacional

Os preços da cesta básica recuaram na maioria das capitais em julho, segundo a Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE: sete das oito capitais registraram queda em relação a junho, enquanto Manaus foi a única exceção, com alta de (+1,16%). Fortaleza liderou as quedas mensais (-3,67%, de R$960,40 para R$925,13), revertendo o movimento observado em junho. Curitiba e Belo Horizonte também recuaram de forma expressiva (ambas -2,44%), enquanto Brasília teve queda de (-2,78%), para R$859,36. São Paulo (-1,58%) e Salvador (-0,76%) tiveram recuos mais moderados, e o Rio de Janeiro ficou praticamente estável (-0,13%).

O Rio de Janeiro apresentou a menor variação entre as capitais pesquisadas em julho, registrando leve recuo de 0,13% no custo da cesta básica, que passou de R$ 974,51 para R$ 973,22. O resultado reforça o cenário de estabilidade dos preços observado nas últimas divulgações, indicando uma acomodação após períodos de maior oscilação. Mesmo com essa relativa estabilidade, a capital fluminense continua figurando entre as cidades com os maiores custos da cesta básica, ocupando a segunda posição no ranking das capitais analisadas.

Manaus foi a única capital a registrar aumento no preço médio da cesta básica em julho, com alta de 1,16%, elevando o custo de R$ 864,51 para R$ 874,55. O resultado contrasta com o movimento predominante de queda observado nas demais capitais pesquisadas. Com esse avanço, a capital amazonense perdeu posições no ranking das cestas mais acessíveis e passou a ocupar a quarta colocação entre as mais baratas, sendo superada por Belo Horizonte, Curitiba e Brasília.

São Paulo apresentou redução de 1,58% no preço médio da cesta básica em julho, passando de R$ 1.010,55 para R$ 994,55. Com esse resultado, a capital paulista voltou a registrar um custo inferior à marca de R$ 1.000,00, após ultrapassá-la no mês anterior. Apesar da queda, São Paulo manteve a liderança no ranking das cestas básicas mais caras entre as capitais analisadas, evidenciando que o custo de vida na cidade permanece significativamente elevado em comparação às demais localidades pesquisadas.

Em Salvador, o preço médio da cesta básica recuou 0,76% em julho, passando de R$ 888,25 para R$ 881,50. A redução, embora moderada, reforça a tendência de acomodação dos preços observada em parte das capitais pesquisadas. Com esse resultado, a capital baiana manteve-se em uma posição intermediária no ranking de custo da cesta básica, sem alterações significativas em sua colocação relativa entre as cidades analisadas.

Curitiba apresentou uma das maiores reduções no preço médio da cesta básica em julho, com recuo de 2,44%, passando de R$ 780,78 para R$ 761,73. A queda contribuiu para consolidar a posição da capital paranaense entre as cidades de menor custo do levantamento. Com esse resultado, Curitiba permaneceu como a segunda capital com a cesta básica mais barata entre as localidades analisadas, ficando atrás apenas de Belo Horizonte.

Belo Horizonte registrou queda de 2,44% no preço médio da cesta básica em julho, passando de R$ 761,97 para R$ 743,38. O resultado reforça a trajetória de redução observada no mês e amplia a distância da capital mineira em relação às demais cidades de menor custo. Com esse desempenho, Belo Horizonte manteve a posição de capital com a cesta básica mais barata entre todas as localidades analisadas, consolidando-se como o mercado de menor custo do levantamento.

Fortaleza apresentou a maior redução no preço médio da cesta básica entre as capitais pesquisadas em julho, com queda de 3,67%, passando de R$ 960,40 para R$ 925,13. O resultado representa uma inflexão em relação ao mês anterior, quando a capital cearense registrou a maior alta do levantamento. Com o recuo observado em julho, os preços voltaram a um patamar mais baixo, evidenciando um movimento de correção após a forte pressão registrada em junho.

Em Brasília, o preço médio da cesta básica registrou queda de 2,78% em julho, passando de R$ 883,90 para R$ 859,36. O recuo foi um dos mais expressivos entre as capitais pesquisadas e contribuiu para melhorar a posição da capital federal no ranking de custo do levantamento. Com esse resultado, Brasília ultrapassou Manaus e passou a ocupar a quinta colocação entre as cestas básicas mais baratas, reforçando seu posicionamento entre os mercados de menor custo analisados.

Quadro 1 – Preços médios da cesta de consumo básica em julho/26, por capital

Comportamento acumulado no semestre

Na variação acumulada dos últimos seis meses (fevereiro a julho), Belo Horizonte apresentou alta de (+2,73%) no preço médio da cesta básica, passando de R$ 723,64 em fevereiro para R$ 743,38 em julho de 2026. Apesar da queda de (-2,44%) registrada no último mês, o acumulado do período revela uma trajetória predominantemente ascendente entre fevereiro e maio, seguida de recuos em junho e julho. Ainda assim, Belo Horizonte segue como a capital com o menor custo médio da cesta básica entre as analisadas, mantendo esse patamar historicamente mais baixo.

Brasília acumulou alta de 2,60% no preço médio da cesta básica entre fevereiro e julho de 2026, passando de R$ 837,60 para R$ 859,36. Embora tenha registrado aumento no período, a capital federal apresentou uma das menores variações acumuladas entre as cidades pesquisadas, evidenciando um comportamento relativamente mais estável dos preços. A trajetória foi marcada por elevações graduais entre fevereiro e junho, alcançando o maior valor da série (R$ 883,90), seguida por uma queda de 2,78% em julho, movimento que contribuiu para amenizar parte das pressões acumuladas sobre o custo da cesta ao longo do semestre.

Curitiba acumulou queda de 1,31% no preço médio da cesta básica entre fevereiro e julho de 2026, passando de R$ 771,88 para R$ 761,73. Entre as capitais analisadas, foi a única a registrar variação acumulada negativa no período, evidenciando um comportamento distinto em relação às demais localidades pesquisadas. A evolução dos preços foi marcada por uma redução entre fevereiro e março, seguida de aumentos graduais até junho e por um novo recuo em julho. Mesmo diante dessas oscilações, a capital paranaense manteve-se entre as cidades com o menor custo da cesta básica no país ao longo de todo o semestre.

Fortaleza apresentou a maior variação acumulada no preço médio da cesta básica entre as capitais analisadas, com alta de 8,71% entre fevereiro e julho de 2026, passando de R$ 851,01 para R$ 925,13. O resultado reflete uma trajetória de elevação quase contínua ao longo do período, marcada por aumentos sucessivos e mais intensos entre março e junho, quando a cesta atingiu seu maior patamar de R$ 960,40. Embora tenha registrado recuo de 3,67% em julho, a queda não foi suficiente para reverter a forte pressão acumulada sobre os preços, mantendo a capital cearense como a cidade com o maior avanço no custo da cesta básica no semestre.

Manaus acumulou alta de 4,41% no preço médio da cesta básica entre fevereiro e julho de 2026, passando de R$ 837,60 para R$ 874,55. O resultado posiciona a capital amazonense entre as cidades com as maiores variações acumuladas do período, refletindo uma trajetória de recuperação gradual e sustentada dos preços. A evolução da cesta foi marcada por um recuo inicial entre fevereiro e março, seguido por aumentos consecutivos nos meses seguintes. Em julho, Manaus destacou-se por ser a única capital a registrar elevação mensal da cesta básica, em contraste com o movimento predominante de queda observado nas demais cidades pesquisadas.

O Rio de Janeiro apresentou estabilidade no preço médio da cesta básica ao longo do período analisado, acumulando variação praticamente nula de 0,01% entre fevereiro e julho de 2026. Nesse intervalo, o valor da cesta passou de R$ 973,11 para R$ 973,22, permanecendo praticamente inalterado. A trajetória foi marcada por oscilações moderadas, com aumentos graduais até maio, seguidos por recuo em junho e nova acomodação em julho. Como resultado, a capital fluminense encerrou o semestre em um patamar muito próximo ao registrado no início do ano, evidenciando um comportamento de preços relativamente estável em comparação às demais capitais pesquisadas.

Salvador registrou alta acumulada de 3,70% no preço médio da cesta básica entre fevereiro e julho de 2026, passando de R$ 850,03 para R$ 881,50. O comportamento dos preços foi marcado por aumentos sucessivos ao longo de quase todo o semestre, levando a cesta ao seu maior valor em junho, antes de apresentar recuo moderado de 0,76% em julho. Apesar dessa desaceleração no último mês, a capital baiana encerrou o período com variação positiva expressiva, posicionando-se em uma faixa intermediária entre as capitais analisadas, acima de Curitiba, Brasília e Belo Horizonte, mas abaixo dos avanços observados em Fortaleza, Manaus e São Paulo.

São Paulo acumulou alta de 4,30% no preço médio da cesta básica entre fevereiro e julho de 2026, passando de R$ 953,56 para R$ 994,55. A trajetória foi marcada por um movimento de aceleração dos preços entre março e maio, período em que a cesta ultrapassou a marca de R$ 1.000,00 e atingiu seu maior patamar no semestre. Nos meses seguintes, observou-se uma acomodação dos preços, com recuos consecutivos em junho e julho. Ainda assim, a redução recente não foi suficiente para alterar a posição da capital paulista, que permaneceu com a cesta básica mais cara entre todas as cidades analisadas ao longo do período.

“Julho trouxe um movimento de acomodação generalizado, com sete das oito capitais registrando queda e Manaus como única exceção (+1,16%). São Paulo segue como a cesta mais cara do país, mas o recuo do mês reduz um pouco a distância acumulada em relação às demais capitais. No acumulado do semestre, Fortaleza segue na liderança das altas (+8,71%), enquanto Curitiba segue como a única capital com variação acumulada negativa (-1,31%)”, explica Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid.

Como o varejo pode responder às oscilações de preços

“Quando fatores climáticos e oscilações na oferta pressionam categorias como feijão e proteínas, a resposta do varejo não pode ser apenas reagir ao aumento dos preços. É fundamental investir em abastecimento inteligente, utilizando dados para antecipar movimentos de demanda, ajustar o planejamento de reposição e priorizar a disponibilidade dos itens mais sensíveis. Essa combinação permite reduzir rupturas, diminuir desperdícios e preservar margens, garantindo que o consumidor encontre os produtos essenciais no momento da compra”, completa Alves.

Quadro 2 – Variação acumulada da cesta de consumo básica em julho/26, por capital

O que mais pressionou as cestas em julho

Suíno, feijão, leite UHT e pão foram os principais vetores de pressão sobre os preços da cesta básica em julho, com destaques pontuais bastante acima da média. Em Manaus, o feijão registrou alta de 25,00%, a maior variação observada entre todos os itens e capitais do levantamento, enquanto em Curitiba o feijão avançou 9,33%. Belo Horizonte apresentou o maior aumento no preço do suíno (11,00%), seguido pelo pão (7,15%). Em Brasília (leite UHT 4,35%) e São Paulo (leite UHT 4,71%), a pressão concentrou-se principalmente no leite UHT, enquanto no Rio de Janeiro também se destacaram as altas do leite UHT (5,18%) e do pão (4,56%).

Em Belo Horizonte, as principais pressões de alta sobre o custo da cesta básica em julho vieram da carne suína, que registrou aumento de 11,00%, e do pão, com avanço de 7,15%. Em sentido oposto, o feijão apresentou a queda mais expressiva entre os itens analisados, recuando 5,74%, enquanto frutas, legumes e ovos também registraram reduções relevantes de preços. O efeito combinado dessas quedas superou as pressões exercidas pelos produtos em alta, contribuindo para a redução de 2,44% no preço médio da cesta básica da capital mineira no mês.

Em Brasília, o leite UHT exerceu a principal pressão de alta sobre a cesta básica em julho, com avanço de 4,35%, enquanto o pão apresentou variação positiva mais moderada, de 0,28%. Por outro lado, o feijão registrou queda de 3,84% e as frutas apresentaram recuo expressivo de 9,29%, configurando-se como os principais fatores de alívio no custo da cesta. O impacto dessas reduções foi suficiente para compensar as altas observadas em outros produtos, contribuindo para a queda de 2,78% no preço médio da cesta básica da capital federal no mês.

Em Curitiba, o feijão registrou a maior alta entre as capitais pesquisadas em julho, com avanço de 9,33%, acompanhado por aumentos no fubá e nas farinhas de milho (3,94%) e na carne suína (2,56%). Apesar dessas pressões, a queda expressiva nos preços dos ovos (-7,11%) e das frutas (-6,42%) exerceu influência predominante sobre o comportamento da cesta básica no mês. Como resultado, os recuos observados nesses itens mais do que compensaram as elevações registradas em outros produtos, contribuindo para a redução de 2,44% no preço médio da cesta básica da capital paranaense.

Em Fortaleza, o feijão e a carne suína foram os principais responsáveis pelas pressões de alta sobre a cesta básica em julho, registrando aumentos de 6,15% e 3,17%, respectivamente. Em sentido contrário, os preços dos legumes (-9,13%) e dos ovos (-7,85%) apresentaram recuos expressivos, destacando-se como os principais fatores de alívio no custo da alimentação básica. O impacto dessas reduções superou as elevações observadas em outros produtos, contribuindo para a maior queda mensal entre as capitais pesquisadas, com recuo de 3,67% no preço médio da cesta básica da capital cearense.

No Rio de Janeiro, as principais pressões de alta sobre a cesta básica em julho vieram do leite UHT, que registrou aumento de 5,18%, e do pão, com avanço de 4,56%. Em sentido oposto, os ovos (-5,12%) e o açúcar (-5,01%) apresentaram as quedas mais expressivas entre os itens pesquisados, contribuindo para conter parte das pressões inflacionárias sobre a alimentação básica. O equilíbrio entre os movimentos de alta e de baixa resultou em uma variação praticamente nula no preço médio da cesta básica da capital fluminense, que registrou leve recuo de 0,13% no mês.

Em Salvador, as principais pressões de alta sobre a cesta básica em julho foram exercidas pelo feijão, que apresentou aumento de 3,08%, e pelo leite UHT, com avanço de 2,05%. Por outro lado, os legumes (-8,85%) e a carne suína (-4,48%) registraram quedas expressivas, atuando como importantes fatores de alívio no custo da alimentação básica. O impacto dessas reduções contribuiu para compensar parcialmente as altas observadas em outros itens, resultando em um recuo moderado de 0,76% no preço médio da cesta básica da capital baiana no mês.

Principais itens por capital

  • Belo Horizonte: suíno (+11,00%) e pão (+7,15%);
  • Brasília: leite UHT (+4,35%) e pão (+0,28%);
  • Curitiba: feijão (+9,33%) e fubá e farinhas de milho (+3,94%);
  • Fortaleza: feijão (+6,15%) e suíno (+3,17%);
  • Manaus: feijão (+25,00%) e fubá e farinhas de milho (+2,67%);
  • Rio de Janeiro: leite UHT (+5,18%) e pão (+4,56%);
  • Salvador: feijão (+3,08%) e leite UHT (+2,05%);
  • São Paulo: leite UHT (+4,71%) e pão (+1,83%).

Quadro 3 – Maiores variações de preços da cesta básica em julho/2026, por capital

Itens que ajudaram a conter o custo da cesta

Frutas, legumes e ovos foram os principais responsáveis pelo alívio dos preços da cesta básica em julho, contribuindo de forma decisiva para o movimento de queda observado na maioria das capitais analisadas. As frutas registraram os recuos mais expressivos do levantamento, com destaque para Belo Horizonte (-12,69%), seguida por Brasília (-9,29%). Nos ovos, os maiores recuos ocorreram em Belo Horizonte (-10,86%), Brasília (-8,92%) e Curitiba (-7,11%), reforçando a tendência de acomodação dos preços desses produtos. Os legumes também apresentaram comportamento predominantemente baixista, com quedas disseminadas entre as capitais pesquisadas. A principal exceção foi Manaus, onde o item registrou alta de 7,43%, refletindo uma dinâmica regional distinta em um contexto marcado pela redução dos preços dos alimentos em grande parte do país.

Quadro 4 – Menores variações de preços da cesta básica em julho/2026, por capital

Em Belo Horizonte, as principais reduções de preços em julho foram observadas nas frutas (-12,69%), nos legumes (-11,42%) e nos ovos (-10,86%), que registraram as maiores quedas entre os itens pesquisados. O café em pó e em grãos também apresentou retração (-3,88%), reforçando o movimento de alívio nos custos da alimentação básica. Esse comportamento foi compatível com a queda de 2,44% no preço médio da cesta básica da capital mineira, uma das mais intensas entre as cidades analisadas.

Em Brasília, as frutas (-9,29%), os ovos (-8,92%) e os legumes (-6,44%) lideraram as reduções de preços em julho, contribuindo para aliviar as pressões sobre o custo da cesta básica. O açúcar (-3,93%) e o café em pó e em grãos (-0,88%) também registraram queda no período. O conjunto desses movimentos foi determinante para o recuo de 2,78% no preço médio da cesta básica da capital federal no mês.

Em Curitiba, as maiores reduções de preços foram registradas nos ovos (-7,11%), nas frutas (-6,42%) e nos legumes (-5,99%). O café em pó e em grãos também apresentou queda relevante (-3,35%), enquanto o açúcar recuou 1,77%. As retrações observadas nesses produtos contribuíram para compensar as altas registradas em outros itens da cesta, resultando em uma redução de 2,44% no preço médio da cesta básica da capital paranaense em julho.

Em Fortaleza, os legumes (-9,13%) e os ovos (-7,85%) apresentaram as quedas mais expressivas entre os itens pesquisados em julho, atuando como importantes fatores de alívio no custo da alimentação básica. O açúcar (-1,45%) e o café em pó e em grãos (-0,55%) também registraram recuos, embora em menor intensidade. Apesar da alta observada nas frutas (3,12%), o efeito predominante foi de redução dos preços, contribuindo para a queda de 3,67% no preço médio da cesta básica da capital cearense, a maior entre as capitais analisadas.

Em Manaus, o comportamento dos itens de menor variação foi marcado por estabilidade e altas moderadas. O café em pó e em grãos (-0,10%) e os ovos (-0,38%) foram os únicos produtos a registrar queda, enquanto açúcar (0,31%), frutas (3,95%) e legumes (7,43%) apresentaram elevação de preços. Esse cenário ajuda a explicar por que a capital amazonense foi a única cidade a registrar aumento no preço médio da cesta básica em julho, com alta de 1,16%.

No Rio de Janeiro, as frutas (-4,49%), os ovos (-5,12%) e os legumes (-4,96%) registraram quedas expressivas em julho, contribuindo para conter as pressões de alta observadas em outros itens da cesta básica. O açúcar também apresentou redução relevante (-5,01%), enquanto o café em pó e em grãos recuou 2,05%. O conjunto desses movimentos compensou parcialmente os aumentos observados em produtos como leite UHT e pão, resultando em um recuo discreto de 0,13% no preço médio da cesta básica da capital fluminense.

Em Salvador, os legumes apresentaram a maior redução de preços em julho, com queda de 8,85%, seguidos pelo café em pó e em grãos (-2,23%), açúcar (-1,86%) e ovos (-1,88%). Em contrapartida, as frutas registraram alta de 2,98%, limitando parcialmente o impacto das reduções observadas nos demais produtos. Ainda assim, o efeito líquido foi de alívio sobre os custos da alimentação básica, contribuindo para a queda de 0,76% no preço médio da cesta da capital baiana.

Em São Paulo, os legumes (-8,71%) lideraram as quedas de preços entre os itens pesquisados em julho, seguidos pelas frutas (-4,59%), pelo açúcar (-3,41%), pelo café em pó e em grãos (-2,48%) e pelos ovos (-2,35%). As reduções observadas nesses produtos ajudaram a compensar os aumentos registrados em outros componentes da cesta básica, especialmente no leite UHT e no pão. Como resultado, a capital paulista registrou recuo de 1,58% no preço médio da cesta básica no mês, embora tenha permanecido como a cidade com o maior custo entre as capitais analisadas.

De forma geral, os resultados de julho de 2026 apontam para um movimento de desaceleração dos preços da cesta básica nas capitais analisadas, com predominância de quedas e apenas uma alta registrada no período. A redução observada em grande parte das cidades esteve associada, principalmente, ao recuo dos preços de produtos in natura, como frutas, legumes e ovos, que exerceram papel relevante na contenção dos custos da alimentação básica. Em contrapartida, itens industrializados e proteínas específicas, como leite UHT, pão e carne suína, continuaram apresentando pressões de alta em diversas localidades.

Na perspectiva macroeconômica, o comportamento dos preços sugere um processo de acomodação após os aumentos observados ao longo do primeiro semestre, refletindo a normalização de fatores sazonais de oferta e uma menor intensidade das pressões inflacionárias sobre os alimentos. Ainda assim, as diferenças regionais permanecem significativas, evidenciando que os mercados locais continuam respondendo de forma heterogênea às condições de produção, logística e abastecimento, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo da evolução dos preços dos alimentos e de seus impactos sobre o poder de compra das famílias.

Sobre a Cesta de Consumo NEOGRID & FGV IBRE: A Neogrid e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas – FGV IBRE (https://portalibre.fgv.br/) se uniram para lançar a plataforma Cesta de Consumo. O serviço monitora a variação de preço de duas cestas de consumo típicas brasileiras pela análise da leitura mensal de mais de 35 milhões de notas fiscais: a Cesta de Consumo Básica, que conta com 22 alimentos básicos com maior presença nas compras do shopper, e a Cesta de Consumo Ampliada, contendo mais de 50 produtos de consumo, incluindo bebidas e itens de limpeza, higiene e beleza.

A plataforma, que pode ser acessada no Painel de Insights Neogrid, monitora a variação e o comportamento dos preços nas oito maiores capitais brasileiras em população – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, e os produtos e quantidades analisados variam conforme os hábitos de consumo locais.

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