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O Foodservice Brasileiro em 2025: novos patamares, velhos desafios

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O setor de foodservice no Brasil segue em plena transformação. De acordo com o relatório Cenário Foodservice 2Q25, elaborado pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB), o gasto do consumidor alcançou o patamar histórico de R$ 221 bilhões em 2024, sustentado principalmente pelo crescimento do ticket médio.

Crescimento em meio à queda de tráfego

Apesar do avanço no faturamento, os dados mostram que o tráfego registrou queda em comparação com 2023. Isso indica que os brasileiros estão indo menos vezes aos estabelecimentos, mas gastando mais em cada ocasião.

Pulverização e diversidade de formatos

O foodservice brasileiro é altamente pulverizado: 75% dos restaurantes são independentes, contra 25% pertencentes a redes. Esse dado coloca o Brasil entre os mercados mais fragmentados do mundo.
Além disso, a diversidade de formatos impressiona: bares, padarias, lanchonetes e restaurantes representam a maior parte dos mais de 1,8 milhão de estabelecimentos ativos no país.

A nova era do delivery

O delivery segue como canal em franca expansão. No 2º trimestre de 2025, o segmento cresceu 11%, contrastando com quedas no on-premise e no take-away. Hoje, 74% das transações de delivery já acontecem por meios digitais (apps e sites), evidenciando a digitalização do consumo.

Perfis de consumo e classes sociais

O relatório também chama atenção para diferenças de comportamento entre classes sociais e faixas etárias. A classe C, por exemplo, mostrou retração, impactada pela sensibilidade ao preço, enquanto classes A e B apresentaram estabilidade e crescimento.
Já em termos etários, os consumidores mais jovens (até 24 anos) têm penetração acima da média, mas grupos de maior idade ainda concentram grande parte do gasto.

O papel das promoções

As promoções também exercem papel central na decisão de consumo: 38% do tráfego total contou com algum tipo de promoção no 1º trimestre de 2025, sendo esse percentual ainda maior entre as classes B e C .

O panorama revela um mercado vibrante, mas desafiador: cresce em faturamento, impulsionado por inovação e digitalização, mas precisa lidar com queda de frequência, maior dependência de promoções e forte sensibilidade ao preço em parte do público.



Fonte: Instituto Foodservice Brasil – Cenário Foodservice 2Q25, dados CREST/Gouvêa Intelligence

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