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Foodservice enfrenta apagão de mão de obra

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A falta de profissionais qualificados tem se consolidado como um dos principais desafios do setor de alimentação coletiva, especialmente em áreas como cozinha, atendimento e logística. Com alta rotatividade e dificuldade na formação de novos trabalhadores, as empresas, que movimentam mais de R$ 21 bilhões anualmente, empregam 350 mil pessoas e servem 37 milhões de refeições por dia, têm buscado soluções que passam por inovação tecnológica, capacitação e melhoria nas condições de trabalho.
 

O tema foi um dos destaques do Seminário Aberc 2025 – “Novos Rumos da Alimentação Coletiva: Inovação e Estratégias”, que aconteceu no dia 13 de novembro e reuniu executivos e especialistas do setor para discutir as principais transformações da alimentação coletiva no Brasil.


Com participação de Josiani Faleiros, psicóloga gestora no Grupo GPS, e Fernando Blower, presidente da SindRio e diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), e moderado por Fernanda Sorelli, foi destacado que as novas gerações têm evitado funções repetitivas e nas quais elas não vejam um propósito claro, o que torna o recrutamento mais desafiador. Nesse contexto, a tecnologia surge como uma aliada fundamental, não para substituir a mão de obra, mas para torná-la mais interessante e atrativa a estas gerações, além de mais eficiente e segura.


A discussão reforçou que a inovação é um caminho essencial para enfrentar o apagão de mão de obra. Mais do que automatizar processos, os painelistas apontaram que o desafio do setor é capacitar os profissionais para operar novas tecnologias e reposicionar a imagem das cozinhas industriais como ambientes de desenvolvimento profissional e qualidade de vida no trabalho.


É exemplo disso a chegada de equipamentos modernos, como fornos combinados e sistemas de preparo automatizados, os quais conseguem reproduzir pratos em larga escala sem o desgaste físico característico do trabalho tradicional, promovendo maior conforto e produtividade. Para todos os painelistas, isso impacta positivamente na atração e retenção de talentos, que buscam um formato de trabalho diferente: planos de carreira mais flexíveis, incentivos de curto prazo e uma melhor recepção desde a contratação.


Por fim, concluíram que o setor precisa se reinventar, olhando não só as tecnologias, como também a questão geracional. Para eles, a alta rotatividade é um cenário que não irá mudar, então é necessário que os líderes estejam prontos a repensar conceitos, assim como ouvir e amparar a nova geração, tornando o mercado de refeições coletivas mais chamativo.



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Fonte: Assessoria

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